Demagogia Identitária

Farsa do identitarismo é utilizado por candidata tucana em Vitória-ES

A pré-candidata à prefeitura de Vitória pelo PSDB, Neuzinha de Oliveira tenta se eleger usando da velha demagogia identitária

Em Vitória, a pré-candidata, Neuzinha de Oliveira, apela à demagogia identitária para tentar se eleger prefeita da capital capixaba pelo PSDB.

O fato de uma candidata ser do sexo feminino não a faz, automaticamente, uma representante legítima da luta das mulheres. Candidatas direitistas têm usado com muita frequência a máscara identitária para confundir os eleitores.

Visitando sua página no Facebook, podemos observar que sua campanha gira em torno de pautas relativas a grupos de sujeitos geralmente excluídos na sociedade, não só mulheres, mas também idosos e portadores de doenças e síndromes como o autismo e HIV. Essas pautas tem como foco medidas assistencialistas como passe no transporte coletivo para que, por exemplo, portadores de HIV possam se locomover para fazer seu tratamento.

É um tipo de política que se caracteriza pela total falta de compreensão ao que realmente corresponde a situação das mulheres, dos idosos e dos portadores de doenças crônicas na sociedade capitalistas. Não consegue estabelecer que esses grupos são massacrados, não por apenas falta de políticas públicas que os defendam, mas que essa condição é própria do sistema capitalista.

No caso das mulheres, não se estabelece um real diálogo com sua luta histórica, que á basicamente marcada pela atuação das mulheres trabalhadoras, oprimidas no lar e no trabalho. Simplesmente se apresentar como uma representante do sexo feminino na política não representa absolutamente nada para o movimento de mulheres. A luta, para ser legitimamente feminina, tem que ser por igual oportunidade no mercado de trabalho e de salários com os homens, pela liberdade de uso do próprio, inclusive pelo direito ao aborto. Também é necessária a participação de muitas mulheres na política, mas daquelas mulheres que carregam as bandeiras da igualdade e da justiça. Sem se colocar em questão um sistema totalmente injusto como o capitalismo  é impossível que a luta das mulheres avance.

As mulheres mais oprimidas são as das classes trabalhadoras pobres. Para se lutar pelo direito das mulheres é necessário que se lute por um governo operário. Políticas que visam pequenas reformas inexpressivas do ponto de vista social têm a característica perniciosa de confundir setores populares, fazendo-os crer que esse seria o caminho para uma sociedade mais igualitária, onde homens e mulheres teriam os mesmos direitos. Mas, numa sociedade capitalista como a nossa, as únicas mulheres, idosos, autistas, soropositivos etc. que conseguem algum “lugar ao sol”, são aqueles que efetivamente já fazem parte das classes sociais mais abastadas e que, apenas por isso, não vivem nas condições verdadeiramente miseráveis das mulheres, idosos, autistas, soropositivos etc. das classes populares.

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