Com a informação do Ministério do Trabalho e Economia Social de que o mês de abril foi o pior por que a Espanha já passou de desemprego no país, foi alcançado o número de 3.831.203 de desempregados no final do mês passado, o maior desde maio de 2016.
Também foi relatado, que, até esta terça-feira, atingiram a marca de 248.301 casos do novo coronavírus, enquanto a fase zero da diminuição começa a levantar as restrições, e já 25.428 mortes, sendo este dado retirado da Universidade Johns Hopkins, que mantém um painel online que se tornou uma referência durante a pandemia, principalmente pela agilidade da atualização dos dados.
O registro mostra que são oito por cento adicionais, a maior recuperação em um mês de abril em toda a sua história, o que quer dizer que, nas últimas semanas de abril, o desemprego moderou sua taxa de crescimento, depois de aumentar com “intensidade especial” durante a Páscoa.
O ministério também relatou que, desde 12 de março, 947.896 empregos foram perdidos, considerando os dados da afiliação à Previdência Social. Em abril, houve uma queda média de 548.093 trabalhadores registrados, marcando o primeiro desse tipo naquele mês desde 2009 e deixando o número de empregados em 18.458.667 pessoas.
No período compreendido entre março e abril, a taxa que no primeiro chegou a 302.000 desempregado, no outro ficou em 282.891, apresentando um diferenças de 6.32% menor. Apesar disso, esse número é 7 vezes pior que na mesma data em 2009, quando o país estava passando por uma grave crise econômica.
A emergência de saúde causada pelo Covid-19 afeta setores como serviços, onde o desemprego aumenta em 219.128 pessoas. Da mesma forma, na indústria aumentou 26.832, na construção aumentou 25.055 pessoas, na agricultura 4.015 e no grupo sem emprego anterior aumentou 7.861 pessoas.
É uma posta que estão fazendo os espanhóis, que avançam ao encontro de satisfazer os reclames da burguesia para abrir o mercado, que, segundo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, o processo acontecerá gradualmente e em ritmos diferentes até o final de junho.
Ele também explicou que o fim da quarentena acontecerá em quatro etapas e vai durar entre seis e oito semanas na Espanha. Segundo ele, este período corresponde ao processo no qual “a saída das pessoas de casa, a abertura de lojas e hotéis e as atividades de lazer serão flexibilizadas”.Disse também que: “no final de junho, estaríamos com um país nessa nova normalidade, se a evolução da epidemia for controlada em cada um dos territórios”.
Com a economia globalizada, é difícil não ver a repercussão também global provocada com uma reação em cadeia nos vários setores. Entretanto, sabendo que esse retorno dos trabalhadores ao trabalho, mesmo que escalonado, não está descartado o risco de aparecerem novos focos, e ter que voltar o isolamento social.
Com a taxa de desemprego alcançando os 14,4% no primeiro trimestre do ano, e isso sem considerar as pessoas afetadas pelos planos de suspensão temporária de emprego, o que significa que a situação é ainda mais dramática, as medidas de Sánchez longe estão de priorizar os problemas da classe trabalhadora. O que ele deveria fazer e não faz é buscar, definitivamente, a solução para o desemprego como seria o caso de pegar o trabalho disponível no mercado e reparti-lo entre todos os operários existentes, sendo essa repartição determinante para a definição da duração da semana de trabalho, e mantendo o mesmo salário médio de cada operário como era na antiga semana de trabalho. Isso sem dúvida evitaria essa catastrófica situação.




