Este diário vem apontando constantemente os ataques do imperialismo, em especial o imperialismo norte-americano, contra a Venezuela e sua população. A política de bloqueio econômico contra um país atrasado já é uma política genocida, que busca somente tentar desgastar a imagem de um governo perante seu povo para que esse governo caia de maneira mais fácil. Essa política, no entanto, é pior ainda no momento em que vivemos, com a pandemia do coronavírus.
A Venezuela já convivia com a escassez de combustível antes da crise de coronavírus, devido à política de bloqueio imperialista. No entanto, essa escassez tem se intensificado com a queda na produção mundial.
O país latino-americano possui a maior reserva de petróleo do mundo, no entanto, pelo caráter atrasado de sua economia, não refina o próprio petróleo, tendo de o enviar para fora para que o refino seja feito e depois retorne ao país, deixando o país totalmente dependente dos países imperialistas. Com o bloqueio, essa tarefa se torna praticamente impossível de ser feita.
A crise está fazendo com que a Venezuela tenha de racionar o combustível e que garanta o necessário para o setor de transporte, principalmente o alimentício, e para a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), já que o país está sendo ameaçado de guerra. Os EUA, inclusive, colocaram a cabeça do presidente da Venezuela e de outros funcionários do governo a prêmio, os acusando de tráfico de drogas, em uma operação totalmente fajuta e sem provas.
No entanto, em entrevista recente, o presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou ser possível contornar a situação, mesmo com o bloqueio. Em um contrato assinado recentemente, a Venezuela destinará 5 milhões de petróleo cru para o México, que enviará combustível à Venezuela em uma quantidade que será decidida no futuro e que deve remediar a situação por enquanto.




