A esquerda pequeno-burguesa, sem política alguma para a crise, caiu na histeria provocada pela imprensa capitalista. “Todos corram para dentro de suas casas” dizem os mais bravos combatentes, os mesmos que cancelaram a toque de caixa os grandes atos públicos do dia 18 e hoje fazem a campanha dos governadores fascistas para impedir a circulação de pessoas e impor em todos os lugares uma verdadeira ditadura.
No entanto, o povo pensa diferente destes setores, e por isso age de imediato e visa se organizar contra a crise. No final das contas, a população pobre e esmagada sabe que nada adianta ficar preso em suas casas.
Ligado a isto, está presente uma das mais importantes organizações políticas no esporte: as torcidas organizadas.
Atacadas tanto pela esquerda pequeno-burguesa quanto pelos fascistas, as torcidas organizadas que são a representação do povo pobre frente aos seus clubes de coração, resolveu de sua forma agir e tomar a frente contra a pandemia do coronavírus.
Mesmo sendo atacada diariamente por uma série de leis ditatoriais em todos os estados, as organizadas resolveram abrir mão, durante a epidemia, de suas sedes e demais estruturas, forçando o serviço público a expandir sua cobertura no combate ao coronavírus.
A ação das torcidas organizadas pode ser considerado algo simples, mas vai totalmente na contramão da política derrotista da esquerda pequeno-burguesa, que nada faz a não ser chorar pela crise de baixo de suas camas.
Logicamente, de nada adianta a esquerda simplesmente entregar tudo nas mãos das instituições burguesas, pois estas de nada farão. O que necessita ser feito pelos setores conscientes e organizados é uma ação em conjunto, com um programa próprio no combate a crise econômica e sobretudo da saúde.
Nesse sentido, precisa ficar claro o que já é óbvio para o povo: sem a ação prática, a mobilização da população e utilização de todas as nossas forças e recursos, estaremos deixando a população pobre morrer.
O governo golpista de nada fará pelo povo, por isso precisamos mobilizar os trabalhadores, pois esta é a única e principal arma que lhes resta. Sendo assim, a ação das torcidas organizadas, por mais que não sejam uma ação centralizada e independente do Estado, precisa ser vista como um sinal de que precisamos nos mexer.





