Os dados sobre o número de infecções e mortes pelo coronavírus, divulgados pelas prefeituras paulistas e pelo governo do Estado de SP, sob administração João Doria (PSDB), entram em choque. Verifica-se uma discrepância nos registros das prefeituras e os da Secretaria Estadual de Saúde, o que indica para a irrealidade dos números.
Em geral, os dados divulgados são meros números aleatórios ou suposições. Não há a implementação de qualquer política que leve à detecção dos doentes do covid-19 e que gere dados estatísticos reais. Os governos de direita, em todos os níveis da administração pública, têm feito todo um esforço para esconder a realidade da população. Há inúmeros relatos de manipulação dos atestados de óbito, que não trazem o registro da morte em decorrência da doença. Inclusive, com a falta de testes e a subnotificação, não é possível ter uma noção clara da situação do país. A demora na divulgação dos exames já realizados é outro fator fundamentais que explica a subnotificação.
De acordo com os dados – já manipulados – divulgados pela imprensa, até esta segunda (20) são 1.037 mortes e 14. 580 casos confirmados do coronavírus no Estado de São Paulo. Entre as vítimas, há 614 homens e 423 mulheres. A Secretaria Estadual de Saúde afirma 6.032 pessoas estão internadas em hospitais em São Paulo, seja em UTis ou enfermarias do Estado, com quadro confirmado de coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, são 40 mil infectados no Brasil.
Uma projeção divulgada pelo portal Covid-19, desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB) e por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), número real de infectados no país seria de 579.810 e não os 40 mil divulgados pelo Ministério da Saúde. Isto é, a projeção das universidades indica uma taxa quinze vezes maior do que a divulgadas pelos órgãos governamentais., que responderiam por somente 8% do total de fato.
Uma parcela importante dos infectados pelo coronavírus, ao redor de 80%, não apresenta sintomas ou somente sintomas leves, que frequentemente se confundem com uma gripe. Estes são os chamados infectados invisíveis, que não aparecem em qualquer estatística.
O que a catástrofe do coronavírus evidencia é que não há a menor preocupação por parte dos governos burgueses e de direita em enfrentar a pandemia e esclarecer a população sobre a realidade do país. Verificam-se sistemáticas operações de manipulação de dados. A infraestrutura do país está completamente destruída pelas políticas neoliberais, implementadas com o golpe de Estado de 2016 a eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro em 2018.





