O governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, eleito por meio de uma fraude que, entre outras coisas, retirou da disputa a principal liderança dos trabalhadores, volta a artilhariia contra a classe trabalhadora, através de seu ministro trasloucado da economia, Paulo Guedes, pretende barganhar com os capitalistas, que visa tirar mais direitos dos trabalhadores para aprovar o “novo” imposto sobre transações digitais, como um substituto à antiga CPMF.
Conforme matéria do jornal O Estado de São Paulo, Guedes, quer diminuir o valor dos salários que é depositado pelas empresas nas contas do FGTS, dos atuais 8% para 6%, e cortar metade dos encargos referentes ao Sistema S (Sesi, Senai, Sesi e Sebrae).
Se trata, mais uma vez, de uma reforma trabalhista que visa liquidar em definitivo com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). A idéia é ampliar expressivamente a escravidão da classe trabalhadora em benefício da classe capitalista.
Desde o início do golpe, através da farsa do impeachment da presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff, os golpistas, tanto no governo federal, quanto no reacionário Congresso Nacional, vêm aprovando medidas de um imenso retrocesso para todos os trabalhadores com a revogação de diversos direitos, direitos esses conquistados através de mais de cem anos de lutas da classe trabalhadora. Estão fazendo que a classe operária retorne ao nível de vida e de organização igual ao do momento anterior ao estabelecimento dos direitos trabalhistas, ou seja, ao século XIX. Fim do legislado sobre o negociado; fim do imposto sindical; parcelamento de férias; aumento da jorna de trabalho; diminuição nas participação dos lucros; jornada de deslocamento; fim do acordo coletivo; banco de horas; remuneração por produtividade, enfim uma penca de medidas onde ataca as já precárias condições de vida dos trabalhadores.
Agora com a nova proposta do Ministro da Economia a intenção é finalizar de uma vez a reforma iniciada pelo golpistas Michel Temer, ou seja, liquidar o que resta das leis trabalhistas.
A burguesia e seus partidos estão aproveitando a pandemia para impor uma série de medidas que retiram direitos e aprofundam os ataques aos trabalhadores. Porém, a facilidade e desenvoltura com que impõem esses ataques estão vinculadas à paralisia das direções sindicais. Nesse sentido é necessário organizar os trabalhadores sob a palavra de ordem que unifique contra a retirada dos direitos dos trabalhadores. Fora Bolsonaro e todos os golpistas, eleições gerais já.




