Nessa semana o jornal The Grayzone divulgou uma matéria, com uma série de entrevistas e documentos factuais, que provam sumariamente aquilo que nossa imprensa já vinha analisando: a ala direita do Partido Trabalhista inglês estava boicotando sistematicamente a campanha do seu próprio candidato, o líder do Partido na câmera, Jeremy Corbyn.
Presidenciável de 2019, perdeu as eleições de primeiro-ministro para o candidato de extrema-direita Boris Johnson, primeira eleição feita diante da crise gerada após o plebiscito que votou a saída da Inglaterra da União Europeia. Um dos grandes motivos da derrota de Corbyn para a extrema-direita, se não a mais, foi a política de conciliação com a ala mais a direita do próprio partido, liderada por Tony Blair.
Para lembrar algumas façanhas dessa ala extremamente alinhada ao imperialismo inglês, o ala blairista além de aprofundar o regime neoliberal na Inglaterra, aumentando a desindustrialização, o desemprego e a miséria do povo, foi linha de frente com o governo Bush na invasão do Iraque. Uma dos maiores crimes do imperialismo da nossa história recente. Produzindo a destruição de um país, a desgraça de todo um povo.
Corbyn, o candidato que agrupava em torno si a juventude, os sindicatos, e as camadas mais organizadas da classe operária, preferível por essa via: a conciliação com os inimigos do povo, ao menos os que possuem a mesma sigla. O que esses documentos revelaram é o que a política já havia deixado claro: a via de conciliação pelos infiltrados declarados do imperialismo no Partido Trabalhista foi a via da derrota.
Os documentos revelam que boa parte da campanha de calúnias saía de dentro do Partido, e não da extrema-direita. Uma muito divulgada, inclusive na imprensa da burguesia inglesa e europeia é a de que Corbyn seria anti-semita por se declarar contra as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel no oriente médio, em particular o caso palestino. O que é uma campanha com tendências fascistas, pois encobre um genocídio atual.
A política correta seria romper com o bleirismo e agrupar a juventude, os sindicatos e as massas operárias para combaterem seus inimigos de classe, não conciliar com eles, expulsando de vez a ala burocrática e imperialista do Partido Trabalhista em uma luta política incansável. Coisa que se mostrou um completo fiasco do corbynismo. É preciso apostarmos todas as fichas em uma partido que organize a mobilização dos trabalhadores!




