A pandemia do Coronavírus está sendo usada pela direita para atacar os trabalhadores de diversas formas, principalmente as mulheres. Desta vez, a atual situação está sendo usada para impedir que as mulheres possam realizar um aborto seguro. Nos Estados Unidos, estados que são comandados em sua maioria pelo Partido Republicano, essencialmente mais conservador, o aborto foi colocado como um serviço não essencial de saúde, o que impede as mulheres de procurarem clínicas para realizarem o procedimento, pois cirurgias eletivas estão suspensas.
Esse tipo de política é puramente conservadora e prejudicial às mulheres, afinal além de direito essencial, o aborto é também uma questão de tempo, pois quanto maior a demora para ser realizado mais caro e mais complicado o procedimento fica, além de em alguns casos já representar a proibição para realização. Isso tem levado estados a serem alvos de ações na justiça para garantir que clínicas continuem funcionando, pelo menos parte de suas funções em relação ao aborto. Além disso, projetos para colocarem em vigor a teleconsulta para os abortos feitos com medicamentos estão sendo alvos de críticas e enfrentando dificuldades para serem aprovados,tudo isso prejudicando ainda mais as mulheres.
A direita sempre utiliza da justiça e seu poder para atacar as mulheres e seus direitos essenciais. Até mesmo em tempos de normalidade as mulheres enfrentam diversas dificuldades para poderem usufruir daquilo que deveria ser garantido pelo Estado, como no caso norte-americano em que apesar de legalizado, os estados criam regras e imposições para a prática do aborto deixando-o quase impossível de ser alcançado. A falsa sensação de que os direitos femininos estão sendo garantidos é uma forma de camuflar o ataque às mulheres.
Esses ataques da direita para com as mulheres em tempos de pandemia não é um caso exclusivo dos Estados Unidos. Na Índia, mulheres muçulmanas grávidas estão tendo atendimentos negados nos hospitais por questões religiosas, na Irlanda do Norte as mulheres precisaram exercer uma pressão maior para que o aborto finalmente começasse a ser realizado no país, além da Polônia, que colocou em discussão leis ainda mais rígidas contra o aborto já que o confinamento impede que as mulheres possam sair às ruas para protestarem.
Todos estes ataques apenas são consequências do estado burguês na vida das mulheres. As políticas da direita sempre visam prejudicar e retirar direitos, principalmente aqueles que dizem respeito às mulheres e sua emancipação na sociedade. Lutar por direitos femininos é lutar contra a extrema direita e a sociedade burguesa que as mulheres se encontram, somente uma revolução social e o Estado proletário que coloque as mulheres em condições de igualdade será capaz de garantir que direitos essenciais e a vida das mulheres sejam respeitadas. A luta das mulheres é uma luta conjunta com todos os trabalhadores por uma sociedade socialista e pela construção do Estado proletário.





