O número de desempregados no país registrou mais uma alta. O fenômeno atingiu 11 dos 27 estados brasileiros no segundo trimestre quando comparados aos dados de janeiro a março deste ano.
A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral realizada pelo IBGE e divulgada pelo órgão sexta-feira, 28 de agosto.
O número de desocupados registrou, de abril a junho, uma taxa de 13,3%, em oposição aos 12,2% no primeiro trimestre. Em 2019, mais precisamente no segundo trimestre, a taxa de desocupação era de 12,0%.
O estado de Sergipe registrou a maior alta do primeiro para o segundo trimestre. Neste estado a taxa de desemprego apresentou alta de 4,3 pontos porcentuais.
Uma escalada do desemprego também foi registrada nos estados do Mato Grosso do Sul (3,7 pontos porcentuais) e Rondônia (2,3 pontos porcentuais).
Ainda de acordo com o IBGE, os estados do Amapá e do Pará registraram uma queda na taxa de desemprego (-5,8 pontos porcentuais e -1,6 pontos porcentuais, respectivamente).
Todos os outros estados brasileiros teriam registrado uma constante na taxa de desemprego. Ou seja, nem empregaram nem demitiram ao ponto de fazer com que isso implicasse nos dados.
O que esses índices demonstram, por fim, é o aumento do flagelo do desemprego em vários estados do país e a consequente miserabilidade que se espalha pelo Brasil no mesmo ritmo da pandemia.
Se a economia antes do coronavírus já dava sinais de estagnação, muito em decorrência da destruição da indústria nacional pela Operação Lava Jato, com esta crise sanitária a atividade econômica foi definitivamente liquidada e levada à bancarrota.
Junto com os empregos se extingue os níveis de qualidade de vida de toda a população, que fica cada dia mais dependente de esmolas e migalhas negociadas no Congresso Nacional em troca de favores obscuros que beneficiam apenas os capitalistas.



