Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, afirmou que o Rio de Janeiro esta preparado para segunda onda do Coronavírus.
A afirmação é absurda, dado o fato de que o Rio, assim como todas as capitais brasileiras, não esta dando conta nem da primeira.
Ou seja, o Município do Rio sequer tem conseguido atender a população que já esta infectada, os hospitais estão lotados, os moradores das favelas e das periferias sofrem para serem atendidos.
No pico da pandemia o prefeito iniciou a flexibilização do isolamento, liberando o funcionamento de shoppings, serviços e mercados populares, justo setores que aglomeram muita gente.
Usando um péssimo exemplo bíblico ele lembrou que a arca de Noé não impediu o dilúvio, mas o enfrentou; se ele conhecesse um pouco mais da bíblia, que diz ler e seguir, lembraria que a arca fui usada para salvar escolhidos por Deus, mas que ele na sua infinita sabedoria deixou o resto da humanidade morrer afogada.
Nesse ponto específico da até para entender Marcelo Crivella, a intenção dele é salvar os “escolhidos por Deus” e deixar o restante da população morrer dos problemas pulmonares provocados pelo vírus, que, a semelhança da passagem bíblica morrem afogados.
O que de fato acontece no Rio é que a população tem que se virar para evitar se contaminar, pois não existe plano efetivo que possa conter a disseminação.
A segunda onde quando vier irá pegar a cidade completamente despreparada, como aconteceu na primeira onda.
O que de fato deveria ser feito é a testagem da população como um todo, o isolamanento dos infectados e o fechamento das atividades econômicas e o povo tendo garantido o sustento enquanto durar a pandemia.
Mas o que o prefeito faz é justamente o contrário, abre o comércio e coloca toda a população a mercê da contaminação novamente.
Somente com a mobilização popular nas ruas é que o povo do Rio de Janeiro tem condições de evitar o “Dilúvio”, exigindo que a burguesia arque com as consequências de seu regime de exploração e de ataque aos direitos mais elementares.





