Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, que tomou posse na última terça-feira de carnaval (25) na presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) achou que as medidas impostas pelos golpistas, que impuseram a destruição de uma série de dos direitos trabalhistas, tornando-os verdadeiros escravos, não avançaram o suficiente.
A presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Peduzzi, disse que o governo precisará fazer uma nova reforma trabalhista para incluir na legislação novas modalidades de trabalho exercidas por meio das plataformas digitais. (Poder 360 – 25/02/2020)
Uma das medidas defendidas pela escravocrata do judiciário trabalhista é da implementação do trabalho aos domingos, algo idêntico ao que defende a latifundiária e, também golpista, do mesmo nome, a ministra da agricultura Tereza Cristina, cada uma a seu modo, mas visando sempre manter os interesses dos patrões, uma forma de pagamento a estes pelo financiamento do golpe no país.
Sindicatos forte porem, somente patronais
Utilizado para pelos juízes que os representa, o TST é defensor inconteste das decisões dos golpistas contra o conjunto dos trabalhadores, em outras palavras Tereza Peduzzi, disse que a decisão do judiciário golpista do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a reforma, que acabou com o imposto sindical obrigatório, não é mais ponto de discussão.
Outra discussão em que se posicionou, é sobre a questão dos sindicatos, contrapondo a questão da unicidade sindical, onde afirma que o Brasil ainda continua com o modelo da unicidade sindical, enquanto a maioria dos países adota o pluralismo.
Como se sabe, os patrões não possuem nenhum interesse de que haja sindicatos, principalmente sindicatos representativos de trabalhadores, combativos e de luta, porém, são capazes de criar outros sindicatos para tentar destruir os primeiros, a exemplo de que fez a Força Sindical, “central sindical” fabricada pela Federação da Indústria de São Paulo (FIESP), onde arrumou um escritório, no centro de São Paulo, para registrar vários sindicatos de categorias onde já havia representatividade sindical.
Esta é, na realidade, a pluralidade sindical defendida pela atual presidenta do TST, ou seja, já que não pode combater os sindicatos representativos dos trabalhadores, construir outros, onde o controle seja feito pelos patrões, e as negociações sejam realizadas de acordo com as regras ditadas pelos próprios patrões.
Em artigo recente, esta imprensa divulgou um pouco da trajetória desta ministra, o que diz o seguinte: Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos já tiveram várias experiências com ela, quando relatora de dissídios envolvendo trabalhadores e a direção dos Correios, como em 2011, na campanha salarial, em que os ecetistas, contrários às manobras das direções sindicais daquele período, não cediam à direção da empresa e do governo. Na época, a ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi era vice-presidenta do Tribunal Superior do Trabalho, em uma das audiências de “conciliação”, intermediou uma negociação entre os trabalhadores e a direção da ECT e, não houve acordo. Mostrando claramente sua posição, de que lado ela se definia, disse que o sindicato e os trabalhadores “desrespeitaram o poder judiciário, a empresa e a sociedade” ao ignorarem os esforços por um acordo e insistirem no julgamento do dissídio por conta do desconto dos dias parados.
Naquele período, a influência da Corrente Nacional dos Correios, Ecetistas Em Luta, fez com que as manobras das direções pelegas que tentavam de todas as formas entregar a greve fossem desmascaradas e os trabalhadores se recusaram veementemente a entregar de barato a luta pelos seus direitos. Para se ter uma ideia da força dos trabalhadores, já era mês de outubro e a greve continuava, precisaram, inclusive utilizar de manobras como ocorreu em São Paulo, onde os sindicalistas da CTB, Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, em pleno feriado do dia 12 de outubro, na calada da noite, aprovaram o encerramento da greve em uma assembleia fajuta.
Conforme o seu pensamento de senhor de engenho, o mundo inteiro teria mutado, todos trabalham aos domingos, aqui também tem que mudar, “vamos acabar não distinguindo mais segunda de domingo”, nos dizeres de mais uma encomenda bolsonarista no Poder Judiciário.





