Sonho versus realidade
Alheio ao glamouroso mercado de transferências dos jogadores dos ricos clubes do futebol mundial, que movimenta somas milionárias, a realidade predominante neste ramo econômico são os baixos salários para a maioria dos profissionais, incluídos os jogadores, e o endividamento crônico dos clubes.
A necessidade de isolamento social associada à crise econômica que vem se arrastando desde 2008 fez explodir a crise nos clubes de futebol, que vêm anunciando reduções salariais e demissões.
Num mercado dominado pela especulação financeira, não serão os próprios especuladores das transações milionárias os mais atingidos pela crise, mas sim os trabalhadores, em especial os menos remunerados.
Expressões da crise
O Club de Regatas Vasco da Gama, tradicional clube de futebol carioca, anunciou nesta segunda-feira através de nota oficial a demissão de 50 funcionários, eufemisticamente chamados de colaboradores.
Fica explícito na nota que o clube, que já havia reduzido salários e suspenso diversos contratos, tem dívidas trabalhistas pendentes com grande parte do seu quadro de funcionários, chegando a ter que parcelar suas dívidas com aqueles que acaba de demitir.
Grandes clubes como Corinthians, Internacional e Flamengo, entre outros, também têm adotado tanto a redução salarial quanto as demissões. A crise financeira dos clubes se soma às pressões exercidas pelas emissoras de televisão, em especial a Rede Globo, patrocinadores, fornecedores de materiais esportivos e outros setores econômicos que fazem coro pela volta das principais competições esportivas.




