Depois de o Flamengo ter divulgado na noite da última quarta-feira que 3 jogadores testaram positivo para Covid-19, na quinta-feira o Grêmio informou que o jogador Diego Souza também teve o teste positivo. O jogador encontra-se em isolamento, pelo menos até a próxima semana, no Rio de Janeiro. Outros dois funcionários do clube gaúcho também testaram positivo. Os treinamentos presenciais no clube recomeçaram na última segunda-feira com jogadores distantes uns dos outros.
No Flamengo, que testou familiares e empregados dos seus funcionários, ao todo, foram confirmados 38 casos de Covid-19, conforme matéria anterior deste Diário. Também noticiamos que o Ministério da Saúde deu parecer favorável ao retorno do futebol no país.
Vemos uma pressão que vem de toda a burguesia, incluindo seus representantes políticos que estão no poder. Temos no país um governo que não se importa na morte de centenas de milhares de pessoas e trata a pandemia do novo coronavírus como uma fatalidade qualquer advinda de vontade divina.
Não existe qualquer trabalho sério com ações efetivas para combate à pandemia como: compra de equipamentos de segurança individual e sua distribuição, ampliação da produção de equipamentos médicos e hospitalares, transformação de fábricas para passarem a produzir o necessário para salvar vidas. Tampouco há preocupação alguma com os trabalhadores que não podem ficar em casa e estão se contaminando no transporte público e nas fábricas.
O futebol é visto pela burguesia como mais um produto em que pessoas são exploradas para gerarem lucro para os capitalistas. Portanto, ele está incluído na mesma lógica de que deve voltar a funcionar o mais rápido possível para garantir que a renda dos capitalistas seja mantida. Um erro grave que grande parte da esquerda comete é o de acreditar que existem capitalistas preocupados com a saúde e o bem-estar de trabalhadores.
Como constatado na fala do presidente fascista e golpista Jair Bolsonaro, a esmola de 600 reais é apenas um “cala-boca” para que a população não se revolte. É esse o teor de toda a política burguesa para estes tempos de crise. É dar o mínimo necessário para que trabalhadores e população pobre não se rebele. O que causaria uma pressão sobre todo o regime político.
Sabendo disso tudo, vemos toda a direção das entidades populares e partidos políticos de esquerda pegarem carona na política da direita. Eles preferem se aliar aos golpistas que geraram o Bolsonaro contra o Bolsonaro a ter uma política própria e independente que conscientize os trabalhadores.
Eles preferem uma frente ampla com a burguesia para retirarem o Bolsonaro. Como se o único problema fosse o Bolsonaro. É uma política que, se continuar, levará a mais crises e mortes ainda. É um completo desastre político o que está sendo feito neste momento pela esquerda no Brasil.
Não esqueçamos da comemoração de grande parte da esquerda ao ser aprovado o auxílio emergencial de 600 reais. Como se fosse algo positivo e benéfico para o povo que foi conquistado por eles. A verdade é que esse auxílio é uma verdadeira esmola, expõe os trabalhadores em filas absurdas e exclui aqueles que não tem acesso à informação. Também é verdade que tal auxílio não foi aprovado graças à ação dos partidos de esquerda, mas sim à ação da direita para evitar a revolta popular.
Diante de tal cenário, é preciso lutar pela independência política da esquerda! Contra a frente ampla com a burguesia. Pelo Fora, Bolsonaro e Eleições Gerais! Para escolhermos um presidente de forma democrática em eleições que não sejam fraudadas como a última.




