Um oásis de lucros em época de pandemia é o aluguel de Unidades de Terapia Intensiva UTIs para a cidade de São Paulo. Mais de R$ 60 mil por mês para cada Unidade de Terapia Intensiva, alugada para a prefeitura de São Paulo, anunciou o prefeito Bruno Covas (PSDB), dia 6 de maio. E pensar que o preço de compra para cada respirador, o essencial aparelho necessário para “salvar vidas”, está em torno de R$ 50 mil cada um.
Os pouco mais de mil leitos locados pela prefeitura de São Paulo, proporcionarão à rede de hospitais privados a vultosa quantia de R$ 2.100 por aparelho/dia, segundo noticia G1-Globo-São Paulo, sexta dia 8/5.
“Quero agradecer aos hospitais privados que têm compreendido a importância dessa parceria”, exagerou o prefeito Bruno Covas durante coletiva de imprensa. Quem deve agradecer a essa regalia é a rede de hospitais privados, os quais multiplicam seus ganhos com a locação de suas UTIs ociosas à prefeitura administrada pelo PSDB de Covas.
Parece que a contratualização dos 50% de leitos ociosos, para os quais, o diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, em 27 de Abril, reivindicava apenas a “cobertura dos custos”, saiu melhor do que a encomenda. Nada mal, obter R$ 63 mil ao mês de locação, sabendo que, por R$ 50 mil, pode-se não locar, mas adquirir por compra cada respirador mecânico, a principal peça das UTIs, sem a qual, impossível salvar vidas.
Os contratos fechados pela prefeitura até agora, foram com o Hospital da Cruz Vermelha, Hospital da Universidade de Santo Amaro (Unisa), Hospital do Rim, Beneficência Portuguesa, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital Santa Marcelina, Hospital Santa Isabel, Hospital São Luiz Gonzaga, Santa Casa de Santo Amaro, Hospitais Leforte e Hospital Santa Cruz.
Nos hospitais municipais de São Paulo, há 507 leitos. Desses, metade, já se encontram ocupados com 95% de sua capacidade total. Com a contratualização por locação de UTIs dos hospitais privados, a prefeitura terá à sua disposição, 1550 UTIs, na capital de São Paulo.
Segundo dados dos serviços de saúde, cada paciente grave do coronavírus, demanda atendimento em Unidade de Terapia Intensiva em média por 19 dias. Pelas escassas unidades de UTIs, e a morte de 2.223 pacientes na cidade de São Paulo, é de supor, que muitas das vítimas, sequer tiveram tiveram chance de entubadas serem.
Dos 4.225 leitos existentes nos 247 hospitais privados de São Paulo, o prefeito, mil deles alugou. Caso resolva mesmo, salvar vidas, tem ainda outros mil UTIs, ainda ociosos.
Estatizar tudo nem pensar. Covas está mesmo, é preocupado com os lucros e não, em uma política verdadeira de “salvar vidas”. Prefeito vai dar mais de 2 mil reais por dia para alugar cada leito dos hospitais privados. Um absurdo! Dois salários mínimos por dia. Os capitalistas da saúde aproveitam-se até mesmo das mortes em massa do povo para elevarem seus lucros. Os leitos estão ociosos. O Estado deveria tomar esses hospitais, estatizá-los, sem indenização e colocá-los a serviço do povo. Uma vergonha.





