A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, uma das maiores estatais do Brasil e do mundo, resolveu tomar mais uma medida “draconiana” contra os trabalhadores. A superintendência da empresa no Rio de Janeiro resolveu obrigar os carteiros do grupo de risco que estão afastados a fazerem a triagem em suas próprias residências.
“A Superintendência dos Correios do Rio de Janeiro e Gerência de Distribuição lançaram um documento atacando ainda mais os trabalhadores, que estão em home office e fazem parte do grupo de risco. O documento diz que a ECT pretende que os trabalhadores passem a receber em casa caixetas de objetos simples (cartas) para realizar a triagem e organização a fim de que sejam levadas para os Mots (mão de obra temporária) para efetuarem a entrega” (www.fentect.org.br 25/06/2020).
Tal medida é a repetição daquilo que foi planejado também pelas Superintendências da Paraíba e do Espírito Santo. No entanto, suspenderam a implementação do plano até que avaliem que há condições para efetivar tal medida.
Tais medidas revelam de forma clara como a direção da empresa vê os mais de 100 mil trabalhadores que fazem parte do quadro funcional. Sob a presidência do General Floriano Peixoto Vieira Neto, a direção da empresa trata os trabalhadores como objetos descartáveis que servem para realizar um trabalho extremamente lucrativo, mas não como seres humanos. Obrigar os trabalhadores que estão no grupo de risco a manipularem objetos oriundos de todo o Brasil nas suas próprias casas é uma crueldade sem tamanho ao expor a vida desses trabalhadores e de seus familiares. Já são dezenas ou até centenas de trabalhadores dos correios em todo Brasil que perderam as suas vidas e de seus familiares por conta do total descaso da empresa que os jogou nas ruas (muitas vezes sem equipamento de proteção).
Além disso, a empresa infringe a lei de segurança de postal que é utilizada convenientemente contra os trabalhadores da empresa, mas não serve para impedir a sanha escravocrata da empresa. Outro absurdo, é considerar que a casa do carteiro seria uma espécie de extensão da empresa, que poderia ser utilizada como centro de triagem.
A direção dos Correios não mede esforços para humilhar e explorar ainda mais os trabalhadores. O objetivo é garantir que a empresa seja vendida nas melhores condições possíveis para empresários abutres que irão tirar bastante proveito da enorme exploração sobre os trabalhadores.
Os sindicatos dos trabalhadores dos correios adotaram a política da “quarentena”, enquanto os trabalhadores estão na rua sofrendo as piores humilhações. É preciso criar comitês de mobilização dos trabalhadores em todos os lugares e impedir a aplicação de tais medidas draconianas, assim como impedir, através de uma greve nacional, a destruição e privatização da empresa.





