O maior comércio do Brasil, o da cidade de São Paulo que emprega mais de 1 milhão de pessoas entre empregos diretos e indiretos, está à deriva durante a crise de coronavírus, em decorrência da quarentena.
São milhares de lojas e ambulantes que deixaram de trabalhar por imposição da quarentena, deixando de movimentar milhões de reais na economia paulistana. E o governo de São Paulo, que apresenta apenas a política de distanciamento social, para os lojistas e ambulantes, não apresenta nenhuma proposta social para garantir o sustento dessas pessoas e de suas despesas quotidianas.
A ausência de política social dos governos golpistas no Brasil, a exemplo do governo direitista de João Dória do PSDB levará a demissão em massa de milhares de trabalhadores no comércio paulistano.
Só comércio varejista da região do Brás (cama, mesa e banho), Santa Efigênia (eletroeletrônico) Bairro do Bom Retiro (Vestuário), 25 de Março (Bijuterias e importados em geral) e Liberdade (comércio nipponico) emprega 200 mil pessoas, e dá serviço para mais 200 mil informais, dados da Univinco (União dos Lojistas da 25 de março e adjacências).
Estima-se que no mínimo, 100 mil pessoas dessas 400 mil já estão sem ocupação ou desempregada.
Os patrões das grandes empresas já estão aproveitando a pandemia para demitir e diminuir salários dos trabalhadores, coisa que já era planejado pelos capitalistas antes mesmo do vírus surgir no Brasil.
O própria previsão otimista dos governos direitistas no país, é que após a quarentena, a retração do comércio será profunda, o PIB nacional diminuirá cerca de 5%, e os trabalhadores que não forem demitidos, terão seus salários congelados ou reduzidos.
Nesse sentido é preciso organizar a população trabalhadora dessa região para mobiliza-se pela defesa de seus empregos, exigindo a redução da jornada sem redução salarial, e que haja investimento social na pequenas empresas, ao invés dos capitalistas oferecerem trilhões aos banqueiros e grandes capitalistas.
É preciso aprovar a estabilidade de todos os trabalhadores brasileiros nesse momento de pandemia, e para que isso aconteça, é preciso retirar do governo os golpistas, como Bolsonaro, Dória e Covas, inimigos da classe trabalhadora e serviçais dos interesses dos grandes capitalistas.



