Mais uma investida do governo ilegítimo Bolsonaro e seus prepostos à frente da Caixa Econômica Federal, contra os trabalhadores, revelam a sua política genocida. No momento que o Brasil ultrapassa o milhão de casos de contaminação e mais de 50 mil mortes pelo coronavírus, sendo que o país ainda nem atingiu o pico da pandemia e está sendo cotado para ser o novo epicentro da pandemia a nível mundial, a direção golpista da Caixa Econômica Federal convocou, unilateralmente, 30% dos funcionários, que se encontram em trabalho remoto, a retornarem ao trabalho presencial, já no último dia 22 de junho.
Segundo informações das entidades representativas dos trabalhadores, “as vice-presidências do banco informaram, em reuniões virtuais, que 30% dos empregados de todas as áreas devam retornar ao trabalho presencial”(site Fenae 19/06/2020). “Estamos apurando sobre essa convocação vamos buscar a gerência de cada filial e cobrar consciência nesse momento. Não houve negociação com o movimento sindical e muito menos informação sobre testagem dos empregados que dividirão o mesmo ambiente de trabalho ou de fornecimento de equipamentos de proteção, como máscaras ou álcool em gel, conforme havíamos anteriormente cobrado”, denuncia Dionísio Reis, coordenar da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). (Idem)
A direção do banco vem sistematicamente desfechando uma série de ataques aos trabalhadores, em um momento em que os mesmo estão sendo submetidos ao risco de contaminação para satisfazer os interesses dos capitalistas e seus governos. Recentemente o banco convocou cerca de 20 mil bancários, passando por cima da lei que estabelece 30h semanais de trabalho da categoria, quando abriu mais de 2 mil agências aos sábados, sem, inclusive, receberem as devidas horas extras trabalhadas, para o pagamento do auxílio emergencial e sem que seja realizado as devidas medidas de segurança sanitárias nas agências. Penalizam os trabalhadores da Caixa quando se poderia facilmente descentralizar o serviço direcionando para os demais bancos ou demais instituições financeiras, mas como o governo é um serviçal dos banqueiros privados, nenhuma solução nesse sentido foi encaminhada.
O banco vem realizando um processo de reestruturação com a readequação do quadro funcional de diversas dependências obrigando a diversos funcionários serem redirecionados para outras agências em outros municípios, sabe-se lá onde, não havendo vaga no seu local de origem estão sendo obrigados a ir para outras agências, se optarem a ficar a consequência é a perda automática das suas funções gratificadas. Além disso, no último período, como parte da política de privatização do governo, vem realizando diversos Planos de Demissão Voluntária, os famigerados PDV’s, onde foram jogados no olho da rua milhares de trabalhadores, o que ocasionou uma sobrecarga de trabalho aos demais funcionários, justamente num momento crítico devida à pandemia. Esses mesmos trabalhadores, que estão sendo atacados violentamente pelo governo ilegítimo/fascista, Bolsonaro, que estão realizando um trabalho hercúleo em momento de pandemia, correndo um sério risco de contaminação, já que falta tudo em relação à proteção sanitária nas agências. Agências da CEF estão sendo fechadas por apresentarem alto índice de contaminação do Covid-19 e, agora resolvem intensificar a política genocida para a categoria; não estão minimamente preocupados com a situação, tanto dos bancários, que estão se contaminando sistematicamente, quanto de toda a população, que se aglomera dentro e nas portas das agências.
A cada dia que passa, o governo golpista de Bolsonaro acelera os ataques aos trabalhadores, sobre a base de um brutal ataque às já precárias condições de vida dos trabalhadores.
Contra as medidas da direção da empresa, é necessário que as organizações de luta dos bancários preparem imediatamente uma verdadeira mobilização. A política de “pressionar” os banqueiros e o governo Bolsonaro sem mobilizar os trabalhadores é um beco sem saída. Realizar congressos, assembleias da categoria virtuais, ou mesmo com medidas apenas institucionais, em nada afetará a ofensiva reacionária dos patrões. A única medida que os banqueiros entendem é a mobilização nas ruas, através dos seus métodos tradicionais de lutas, greves, ocupações , etc. Se os trabalhadores podem trabalhar, também podem se manifestar.





