Nesta sexta-feira (19), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou novos dados acerca da contaminação por dengue no estado. Segundo o órgão, a capital já contabiliza 37.909 casos prováveis da doença somente este ano. Ademais, isso representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2019, quando houveram 30.090 pessoas infectadas.
Além disso, vale notar a rapidez com que os casos de dengue no estado têm crescido nas últimas semanas. De acordo com a secretaria, são 1.369 casos a mais em relação à divulgação anterior que, consequentemente, contava com 2.084 notificações a mais em menos de dez dias.
Segue abaixo um gráfico que relaciona os números divulgados em quatro ocasiões diferentes pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostrando o crescimento acelerado dos casos na região.

Não bastava acirrar a crise engendrada pela pandemia do coronavírus. Ibaneis, não satisfeito, escolhe usar de sua incompetência mais uma vez para sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde pública do Distrito Federal. Entretanto, é uma ótima oportunidade para desmascararmos o sujeito que, no começo da pandemia, foi logo encaixado pela esquerda pequeno-burguesa dentro dos chamados governantes “científicos”.
Desde o princípio da crise, Ibaneis adotou uma política que se baseava na instituição de uma quarentena “generalizada”. Segundo ele, essa medida, desprovida de qualquer outro tipo de auxílio por parte do poder estatal, resolveria o problema do DF. Em pouco tempo, foi aplaudido e venerado, sendo colocado em uma posição verdadeiramente nobre e humanitária. Todavia, sua filantropia logo caiu por terra, uma vez que, em algumas semanas, anuciara a reabertura de shoppings, escolas, bares, restaurantes e, enfim, todo o comércio.
É algo que precisa ficar bem claro para que não caiamos, novamente, numa armadilha: Ibaneis, como todos os outros governadores do Brasil, não passa de mais um representante da burguesia. Fica evidente que sua única preocupação é lucrar e, acima de tudo, garantir a sua eleição com o apoio cego da classe-média. Ainda mais agora, percebe-se como possui convicção genuína do que precisa fazer para atingir seus objetivos. Ações que, durante a presente pandemia, representam a morte de milhares de trabalhadores.
É prudente retornarmos um ano no tempo para compreendermos, de forma completa e acabada, quais são, de fato, os interesses do governador. No dia 29 de maio do ano passado, Ibaneis ordenou a reativação do fumacê de combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A ordem veio após a interdição do serviço por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o órgão, as condições às quais os trabalhadores da atividade estavam submetidos eram completamente inadequadas para o exercícios da função. Houveram denúncias de falta de segurança, falta de instrução e até de produtos fora do prazo de validade. Todavia, Ibaneis, desprovido de qualquer preocupação, ignorou o padecer da entidade e seguiu em frente com seu grandioso plano.
Portanto, temos ainda mais uma prova de que o papel que Ibaneis Rocha desempenha como governador do Distrito Federal não passa de uma campanha para angariar votos da pequena-burguesia. Promove ações aparentemente heróicas, alegando agir em prol do bem da sociedade. Enquanto isso, não muda absolutamente nenhum aspecto da realidade do trabalhador brasiliense – não num sentido positivo, pelo menos.
Finalmente, só nos resta perguntar: esse setor da esquerda realmente acredita nas palavras de um empresário rico, eleito pelo MDB? Caso sim, não podemos atribuir nenhuma outra característica às suas ações que não negligência. Caso contrário, podemos afirmar que se preocupam verdadeiramente com a classe trabalhadora? Nesse sentido, somente os trabalhadores representarão de fato os seus interesses em qualquer tipo de instância. Caso esse poder caia sobre as mãos de qualquer outro sujeito ou entidade que não seja, fundamentalmente, composta pela classe operária; será utilizado à serviço da burguesia, e de ninguém mais.





