Empresários e dirigentes de clubes de futebol, juntamente com o governo ilegítimo de Bolsonaro, estão pressionando jogadores a se apresentarem no auge do contágio do Covid-19, quando A pandemia está em seu período de crescente aumento do número de mortos e pessoas infectadas, com o número de mortos e casos do Brasil já tendo ultrapassado os da China e a caminho de superar outros países.
Em vários Estados do Brasil, como no sul do país, clubes como Internacional e Grêmio, de Porto Alegre, comandados por capitalistas que nada entendem de futebol, estão querendo colocar jogadores de volta ao trabalho, exercendo dentro dos clubes treinamento diário.
O presidente do Inter, Marcelo Medeiros, afirmou em um anuncio para a imprensa capitalista, que o clube está exercendo toda medida e cuidados com a saúde. Marcelo ressaltou, agora que decretos do governo do Estado e da prefeitura, permitem a volta às atividades no futebol e que os jogadores devem retornar já nessa segunda feira. Medeiros deixou claro, jogador que não quiser retornar as atividades, com medo ou receio do contágio do coronavírus, que peça demissão. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, também quer o retorno imediato das atividades.
A decisão desses cartolas capitalistas, mostra que não estão nem aí com o risco de contaminação dos jogadores em pleno pico da pandemia. O que importa na verdade é o dinheiro para esses empresários, não a vida de seus empregados. Medeiros ao citar que governo liberou a volta aos trabalhos, mostra que governo reacionário do Rio Grande do Sul, como também de Bolsonaro, tem uma política de assassinar os trabalhadores de qualquer categoria. Estão colocando o povo como bucha de canhão, para garantir o interesse da burguesia nacional.
A burguesia e dirigentes capitalistas, até mesmo representantes das federações estaduais e também a CBF, começam a pressionar o futebol brasileiro para retornar suas atividades, como ficou claro após o pronunciamento dos cartolas do Inter e Grêmio, uma irresponsabilidade criminosa dos grandes capitalistas do futebol nacional.
Em todo o País, centenas de clubes de porte médio e pequeno, que não fazem parte da elite do futebol, integrantes das séries B, C e D, estão em risco de falência em massa, muitos deles dispensando ou reduzindo salários de seus atletas e funcionários. Frente à essa situação, a CBF e a burguesia não têm uma política para garantir a sobrevivência desses clubes, onde muitos dos jogadores estão com seus salários reduzidos, outros congelados, muitos nem salários ganham, apenas ajuda de custo para transporte e alimentação, que até isso está congelado.
Ao contrário disso, a política dos grandes tubarões capitalistas do futebol, como em outras áreas, é tirar proveito da situação para impor um “enxugamento” do número de clubes e transformar o esporte – cada vez mais – em uma esporte controlado por um reduzido grupo de clubes e empresas (alguns clubes-empresas).
Diante dessa situação, é necessário que jogadores, organizem uma mobilização, para salvar os pequenos times brasileiros, reconstituir seus salários já, controlar a CBF e federações, através dos trabalhadores, mobilizando as torcidas e as organizações classistas.





