O presidente golpista Jair Bolsonaro (sem partido) decretou, nessa quarta-feira (6), ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o combate a desmatamento ilegal e focos de incêndio na Amazônia Legal, que entrará em vigor entre 11 de maio e 10 de junho deste ano.
A suposta lei de defesa do setor, na verdade, é um pretexto para o governo fascista avançar ainda mais o seu controle da região no segundo ano consecutivo que Bolsonaro recorre aos militares para ações contra incêndio e desmatamento na Amazônia.
Neste sentido, o decreto dá autorização aos militares para realizar “ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal e combate a focos de incêndio”.
Sobre este avanço do Exército, é preciso lembrar, em primeiro lugar, que o conselho da Amazônia passou do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-presidência da República, ou seja, para o general nazista Hamilton Mourão. Mourão, é o indivíduo que, ainda nas eleições, disse: “temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Para além, a exclusão dos governadores dos estados que compõem a chama “Amazônia legal”, que são Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, deixando o conselho nas mãos apenas do Governo Federal. Na Portaria assinada por Mourão, publicada no Diário Oficial da União em 16/04, foram designados os membros e suplentes das quatro comissões do conselho, entre eles 19 militares de alta patente, além de 4 delegados da Polícia Federal indicados pelo capacho imperialista Sérgio Moro. E para finalizar, há agora uma ausência completa de representantes do Ibama e da Funai num órgão que tem como objetivos gerais “coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal”, conforme decreto de fevereiro deste ano.
Anteriormente, as ações eram planejadas e executadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Mas agora, nas mãos dos generais, policias, e etc, é preciso denunciar que essa é mais uma medida no sentido da época da Ditadura Militar de 1964, colocando o Ibama sob comando dos militares para esconder a grilagem de terras, o desmatamento e a violência quer avança no campo.
Os generais preparam um avanço sanguinário, o assassinato de lideranças em maior número, tal como na Colômbia, Bolívia, Chile, países que vão para a extrema-direita. Os números da violência no campo são gigantescos, mas, os fascistas não estão satisfeitos, precisam entregar todas as terras que ainda restam aos fazendeiros e ocupar o máximo de terras no Amazonas.





