A pandemia do coronavírus permite as pessoas mais atentas compreenderem o funcionamento do capitalismo e a farsa do discurso que o imperialismo promove para manter sua preponderância mundial. Na última terça, uma das chamadas “ditadura islâmicas” anunciou que fará o que o Ministro Sergio Moro, Mussolini de Maringa, tem se recusado a realizar no Brasil. Um terço dos presos da Turquia, possivelmente 90 mil pessoas, deverá ter sua libertação antecipada ou ir para prisão domiciliar.
A medida tem um caráter humanitário pois os presos não estão condenados à pena de morte por Covid-19. Desta forma parlamento turco aprovou uma lei onde estabelece os critérios que devem ser atendidos. Mas até os opositores do governo concordam com os números anunciados.
Vale lembrar que esta medida, que consta no programa do PCO para o combate ao coronavírus não é uma novidade turca. Em realidade já o terceiro estado islâmico que a adota.
O primeiro foi o Irã, um dos países do Eixo do mal segundo imperialismo que no dia 04 de março passado disse que libertaria temporariamente 54 mil presos. Só que atualmente aproximadamente já foram libertados 85 mil pessoas. Outro foi o Afeganistão que anunciou a libertação de até 10 mil pessoas no dia 26 de março. O decreto presidencial determina em até dez dais das mulheres, crianças, doentes graves e detidos com mais de 55 anos segundo o procurador-geral Farid Hamidi em comunicado na época do anuncio. Na Africa, o Sudão libertou 4 mil presos e a Etiópia anistiou outros 4 mil presos.
Enquanto isto no Brasil já no dia 18 de março passado, o paladino da moralidade, Ministro da Lava Jato Moro declarou que era contra a libertação de presos devido ao risco da covid-19. Assim a ditadura comandada pelo presidente ilegítimo Bolsonaro decidiu comutar para a pena de morte os presos com mais de 60 anos e os com doenças pré-existentes como HIV ou tuberculose. Possivelmente este governo considere ser fácil manter a distância social de dois metros entre os presos com uma população prisional de mais setecentos mil pessoas.
Na verdade, soltar todos os presos provisórios, não perigosos e garantir condições de saúde adequadas para quem não fosse libertado não é só uma medida humanitária visto que a pena de morte não está autorizada apesar do empenho dos fascistas em estabelece-la. Esta medida como proposta no programa do Partido da Causa Operária para o enfrentamento da pandemia busca também evitar o aumento da violência e a própria propagação do Corona vírus, pois senão todos que frequentam o sistema prisional estarão expostos nisto inclui agentes penitenciários, advogados, fornecedores, visitantes, sem esquecer as famílias destas pessoas. Mas a resposta imediata sobre a não adoção vem dos próprios presos que acabam realizando fugas e rebeliões já que não querem ser deixados para morrer. Como já aconteceu na Itália, na Colômbia e mesmo no Brasil logo quando foi proibida as saídas temporárias dos presídios em São Paulo.
Logo, exigir a libertação dos presos provisórios é uma medida que deve ser defendida por todos que tenham a mínima vontade de combater esta epidemia.




