O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, sugeriu que o país pare de realizar testes obrigatórios de COVID-19 para viajantes chegados de zonas consideradas de alto risco. Como alternativa, foi apontada uma quarentena compulsória de no mínimo cinco dias.
A agência sanitária do governo alemão, Instituto Roberto Koch (RKI), é responsável pela aplicação dos testes para aqueles que chegam ao país. Segundo relataram as autoridades, os testes obrigatórios sobrecarregam as capacidades sanitárias do país. Um porta-voz do Ministério da Saúde afirmou que “É evidente que se operarmos a todo vapor assim por semanas, teremos problemas de funcionários e abastecimento”
De acordo com o chefe da conferência dos ministros estaduais da Saúde, Dilek Kalayci, a aplicação dos testes na entrada do país esgotou as capacidades de Berlim. Os laboratórios do país europeu estão realizando 875 mil testes por semana. A população apoia a política de testes obrigatórios, conforme demonstrou uma pesquisa desenvolvida pela emissora pública ARD, com o patamar de 93% de apoio.
Dados divulgados demonstram uma contração histórica da economia alemã, reflexo da depressão econômica mundial que pandemia aprofundou. Um novo aumento do número de infectados foi registrado neste final de semana no país, com mais de 2 mil infecções no período de 24 horas. A cidade bávara de Rosenheim informou a ocorrência de mais de 50 novas infecções por 100 mil habitantes por sete dias consecutivos. As autoridades municipais na região determinaram o endurecimento das restrições.
O governador do estado da Baviera, Markus Söder, disse que é necessário uma abordagem unificada por todo o país com o objetivo de conter a expansão da pandemia. Ele ainda afirmou que a política de testes obrigatórios foi implementada tardiamente.
A mudança de política em relação à pandemia demonstra a falência de um dos principais países imperialistas da União Europeia e de maior desenvolvimento econômico em nível mundial. A crise capitalista mundial, que atinge a economia mundial, é a grande responsável pela situação. Um dos países mais ricos do mundo, com domínio sobre parcelas importantes do mercado mundial, se demonstra incapaz de cuidar da saúde de sua própria população.
As dificuldades em nível global de combate à doença nos países capitalistas avançados são ilustrativas da decrepitude do sistema capitalista em sua fase imperialista. Em Cuba, uma pequena ilha do Caribe, que não goza de riquezas naturais e tampouco controla o mercado mundial, a situação há muito já foi controlada e a pandemia não tem se expandido mais. A ilha inteira e toda sua população tem menos casos confirmados do que cidades médias brasileiras.




