As propostas do governo fascista de Jair Bolsonaro para enfrentar a crise econômica e de saúde pública agravadas pela pandemia do coronavírus (Codiv-19) estão a causar ainda mais revolta e desespero para os milhões de trabalhadores e trabalhadoras domésticas que vivem na informalidade, ganhando seu sustento por dia trabalhado, sem carteira assinada, sem inúmeros outros direitos como: vale transporte, vale refeição, convênio médico. Além de sequer terem direito ao seguro-desemprego e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
A categoria das empregadas domésticas é formada em sua grande maioria por milhares de mulheres responsáveis pelo sustento familiar, sendo que as mulheres que trabalham nesta profissão muitas vezes são obrigadas a cumprir dupla jornada de trabalho, pois além do cuidado com as casas dos patrões de classe média ou da burguesia, ainda são responsáveis pelo serviço doméstico em suas residências. Mas no momento o que aflige a milhares de mulheres é a possibilidade de ficar sem salários pelos próximos meses, resultado da crise imposta pela pandemia do coronavírus que atingiu o Brasil há cerca de 20 dias e agora coloca o país numa crise sanitária e econômica que poderá condenar milhares à morte pela doença ou pela fome.
Frente a esta verdadeira hecatombe social, o governo fascista de Jair Bolsonaro e seu ministro tchuchuca Paulo Guedes têm o disparate de avisar que irão destinar a mixaria de 200 reais por mês durante 3 meses, para trabalhadores autônomos como o são milhares de domésticas, dinheiro que não paga nem o café da manhã de dez dias no mês para as famílias destas trabalhadoras.
Se é que esse valor de fato chegue em algum momento para algum trabalhador.
A CUT, os sindicatos mais organizados devem ser um instrumento de organização e mobilização destas trabalhadoras e de todos os trabalhadores do país ameaçados pelo flagelo do desemprego e da doença.




