Desde o golpe de Estado de 2016, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, intensificou-se a política de ataques à Educação, de um modo geral, e – principalmente – ao ensino público.
Em 2019, com apenas três meses do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, vários estados e municípios do país viram greves e paralisações contra as atrocidades que estão sendo promovidos contra a educação.
Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas iniciaram, nesta terça-feira (2), uma paralisação. As aulas foram suspensas em diversas escolas na capital e no interior. Os docentes pedem reajuste salarial de 15%. A Secretaria de Educação ofereceu o mísero reajuste de 3,89%.
À tarde será realizada uma passeata da categoria em frente à sede do Governo, a intenção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) é paralisar 100% das escolas à tarde.
Obviamente que a Educação não é o único alvo, a política de terra arrasada do regime golpista atinge toda a população trabalhadora e avança claramente no sentido da destruição da economia nacional, em favor do grande capital “nacional” e estrangeiro, principalmente norte-americano. Mas o expressivo percentual da Educação nos orçamentos públicos (cerca de 17%, em 2018) faz dela um dos mais cobiçados alvos dos parasitas capitalistas.
É preciso sacudir os sindicatos, a partir de uma iniciativa no interior das escolas e universidades, por meio dos comitês de luta contra o golpe e contra a Escola Sem Partido, tirar da paralisia a maioria da burocracia sindical e estudantil, ultrapassar seus setores mais reacionários que se oponham à mobilização e realizar uma ampla mobilização contra a militarização, contra a presença da PM, do Exército e de todo o tipo de força repressiva nas escolas e universidades.
Os comitês de luta devem colaborar com essa mobilização e a luta contra o golpe de Estado, para colocar para fora os que querem destruir a Educação e tudo mais que interessa ao povo: Fora Bolsonaro e todos os golpistas!





