Na última segunda-feira (1º) o governo do Irã anunciou que ultrapassou o limite de estoque de urânio enriquecido estabelecido pelo acordo antinuclear de 2015. O anúncio foi feito pelo chanceler Maomé Javad Zarif, que afirmou que não se trata de uma violação do acordo, mas de uma aplicação do parágrafo 36 do acordo, que permite que o Irã desucmpra parte de suas obrigações caso outros países também o façam. O governo do Irã anunciou que, com a saída dos EUA do acordo, e a falta de esforço da Europa para mantê-lo, o país tem o direito de enriquecer mais urânio.
Com a chegada de Donald Trump à presidência dos EUA, os norte-americanos deixaram o acordo e passaram a impor sanções econômicas contra o Irã, que penalizam toda a população do país com as dificuldades criadas para fazer comércio com outros países. O governo dos EUA vêm tomando uma série de medidas contra o Irã, como provocações militares, um cerco militar e um cerco econômico para asfixiar o país.
Trata-se de mais uma ofensiva dos EUA para tentar tomar o controle do Irã, roubar recursos naturais e assumir uma posição estratégica para retomar o controle do Oriente Médio. Desde o desastre da ocupação do Iraque, em que a situação saiu completamente de controle, o controle do imperialismo sobre a região está em crise. Uma conjuntura que expõe uma relativa fraqueza do imperialismo neste momento, ao mesmo tempo em que deve servir de alerta para o perigo de ações extremamente violentas contra os povos dos países atrasados. Uma política desesperada do imperialismo decadente.



