Da redação – A Noruega convidou o governo venezuelano a se reunir com o golpista Juan Guaidó para um rodada de conversas em Oslo, capital do país nórdico. Os dois lados confirmaram a presença e o envio de uma delegação para o país.
De forma totalmente provocativa, Guaidó declarou que iria para negociar uma saída para a “ditadura” de Maduro, presidente eleito pela maioria do povo e apoiado amplamente pelos trabalhadores do país. Além disso, já colocou em questão que precisaria ser realizadas novas eleições no país.
A provocação de Guaidó reforça o ponto de que a participação do governo venezuelano nesta reunião será um erro. Maduro publicou nas redes sociais que irá enviar uma delegação “pelos esforços para avançar pelos diálogos de paz e estabilidade na Venezuela”.
Trata-se de uma capitulação. Quem semeia a violência terrorista e a instabilidade no país são os próprios golpistas, liderados por Guaidó e o imperialismo norte-americano. O governo Maduro não deveria buscar um acordo com as marionetes dos EUA que querem entregar o país para os monopólios capitalistas.
Ao contrário, diante de todas os ataques promovidos pelos fascistas venezuelanos, o governo deveria prender imediatamente Guaidó e todos os responsáveis pelas permanentes tentativas de golpe de Estado no país.
A manutenção dos golpistas em liberdade e capitulação a eles, através de um “diálogo” para resolver a crise apenas ajudará os golpistas, que se não foram derrotados imediatamente poderão com mais facilidade realizar um golpe vitorioso no futuro.
O governo deveria ouvir as vozes das ruas, do povo trabalhador mobilizado, que exige a prisão de Juan Guaidó e de todos os golpistas. Apenas assim, através da mobilização popular, será possível derrotar a direita, e não com “negociações” fajutas, onde a esquerda cede e os direitistas não dão o braço a torcer.
No Brasil, antes do golpe contra Dilma Rousseff, a mesma tentativa de negociar com os golpistas, como Eduardo Cunha, não ajudou em nada e apenas fortaleceu a direita.




