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Fascistas fora do Futebol!

Fora Bolsonaro do Vasco! Torcida protesta contra patrocínio da Havan

O atual presidente do Vasco procurou o fascista da Havan para negociar patrocínio para a próxima temporada do Vasco. Medida foi rapidamente rejeitada pelos torcedores

Não bastasse outras dificuldades extracampo, como o recente bloqueio de receitas pela Vara Federal de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que bloqueou cerca de 22 milhões de reais, a direção do clube cruzmaltino parece buscar mais problemas ao procurar um novo patrocinador master para a próxima temporada. É o que está fazendo o atual presidente, Alexandre Campello, que nesta semana viajou a Brusque (SC) para negociar um novo patrocínio com Luciano Hang, conhecido como “o véio da Havan”. Segundo a diretoria do clube, as negociações começaram ainda em fevereiro.

Luciano Hang é o proprietário da rede varejista Havan – rede conhecida por ter uma estátua da liberdade na entrada, um grande estacionamento e galpão e poucos clientes dentro. Hang ficou conhecido pelo País a partir de 2018, durante a campanha eleitoral, por ser um fervoroso apoiador de Jair Bolsonaro, protagonizando vídeos massificados em redes sociais, defendendo as medidas fascistas de seu candidato, atacando candidatos da esquerda, principalmente o ex-presidente Lula, e atacando países como Cuba, Venezuela, União Soviética. Em 2019, suas postagens defendem a linha do governo ilegítimo de Bolsonaro e os ataques aos trabalhadores, privatizações e aumento da repressão pelas forças de segurança. Ou seja, é um dos principais porta-vozes da política demagógica e antipopular da extrema-direita bolsonarista.

Não demorou muito para que a torcida do Vasco da Gama se manifestasse contra a pretensa parceria do clube. Os torcedores repudiaram imediatamente a aproximação do clube com o empresário, dizendo principalmente que um clube com história* do Vasco não pode se aliar com figuras obscuras como Luciano Hang e Bolsonaro. Abaixo, algumas postagens dos torcedores em redes sociais:

A torcida do Vasco está correta e deve rechaçar a utilização da imagem de um dos principais clubes do País, com uma grande história de luta por direitos dos trabalhadores e da população pobre,  por oportunistas que defendem a aplicação de medidas fortemente antipopulares que visam jogar os custos da crise capitalista dos empresários para as costas do povo, e principalmente, defensores da escalada de repressão estatal aplicada pelas polícias nos estádios de futebol, sendo os maiores atingidos as torcidas organizadas.

Assim, é no mínimo um ato extremamente irresponsável por parte do presidente Alexandre Campello de trazer para dentro do Vasco, um dos clubes de maior torcida do País, uma política de repressão da própria torcida. É a mesma política aplicada pelos comandantes policiais e procuradores dos Ministérios Público, que a pretexto de acabar com a “violência nos estádios” está excluindo a torcida do seu próprio estádio.

Toda a torcida do Vasco deve pressionar a direção do clube e rejeitar completamente a vinculação do clube a essa política que, ao final, vai acabar com o maior patrimônio do clube, a sua torcida!

*A história do Vasco é marcada por episódios de luta contra o racismo e a segregação social, como na década de 1920 quando foi o primeiro time a aceitar jogadores negros e de qualquer etnia e classe social, desde que soubessem jogar futebol, o que resultou no primeiro título de primeira divisão do clube, em 1923, campeão carioca, na sua primeira aparição na competição. Em 1924 foi excluído pelos times da zona sul do campeonato, que criaram uma liga à parte excluindo o Vasco, por contar com jogadores de “profissão duvidosa”. O clube possui ainda uma longa história de luta por progresso no futebol, como a construção do estádio São Januário, que foi construído com dinheiro da colaboração de torcedores, sendo até 1950 o maior do Rio e em 1932 se tornou o único do País com iluminação artificial, começando a sediar jogos à noite e partidas heroicas contra times estrangeiros, sagrando-se o primeiro campeão continental e o primeiro não europeu a derrotar o Real Madrid e vencendo as primeiras competições internacionais para um clube nacional.

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