O navio Sea Watch 3 é uma das embarcações que vinham desafiando o governo italiano em sua política fascista de colocar na ilegalidade o resgate de imigrantes da África para a Europa através do Mediterrâneo.
Tanto o Norte da África quanto o Oriente Médio tem sofrido com a crise mundial sem precedentes, agravada após a Primavera Árabe. O efeito disso é uma verdadeira crise humanitária que leva a muitos a tentarem atravessar o mediterrâneo rumo à Europa, em barcos precários e improvisados, como medida desesperada. O destino mais próximo para essa travessia é a Itália.
Com a ascensão da extrema-direita europeia, medidas têm sido tomadas para dificultar essa travessia, o que inclui a proibição criminosa de barcos de resgate atracarem em portos italianos. Como sempre, a retórica da burguesia é sempre a de criminalizar por pretextos “humanitários.” Embora resgatem refugiados perdidos no meio do oceano, estes barcos são retratados como fora-da-lei, inseguros e ferramentas de jogo político.
Foi o que aconteceu com Carola Rackette, bióloga marinha e comandante do Sea Watch 3. Após resgatar 20 imigrantes que fugiam da pobreza na Líbia – país devastado pela intervenção imperialista – teve seu pedido negado para atracar na Sicília. Com a situação se agravando a bordo, a capitã desobedeceu as autoridades e aportou. Carola foi presa e pode pegar até 20 anos de prisão. Há cerca de um mês, sua colega Pia Klemp foi presa pelo mesmo motivo, e aguarda julgamento.
Este é o saldo da conduta genocida imperialista, agravada pelas políticas de extrema-direita, devastando países pobres, criando uma crise de refugiados de proporções mundiais, e atacando os imigrantes oriundos destes próprios países.




