Os trabalhadores até pouco tempo, quando se acidentavam, contraíam doenças do trabalho, apesar dos patrões se recusarem a fornecer o comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT) procuravam, na expectativa de serem reconhecidas as atrocidades, os maus tratos dentro das fábricas, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Poucos, na verdade conseguiam o beneficio.
Hoje, além de não terem o reconhecimento do INSS, os que anteriormente conseguiam, estão sendo sumariamente retirados através de novas perícias médicas, os casos são os mais aberrantes possíveis e imagináveis. São casos de membros atrofiados, ou amputados, distúrbios mentais, etc.
A conta é de mais de 700 mil benefícios cortados entre o período compreendido de 2016 a 2018.
Os frigoríficos, que talvez seja o setor produtivo com maior índice de acidentes e doenças do trabalho, é um dos principais beneficiados.
É incontável o número de ocorrências diárias neste setor, a sua quase totalidade não é reconhecida, não há notificações, é uma rotina na qual os trabalhadores trabalham com dedos, braços e outros membros enfaixados, os afastamentos, também eram trocados e os trabalhadores eram buscados em casa e ficavam o período de trabalho, dentro da fábrica, os comprovantes de afastamento (atestados médicos) eram violados e/ou desapareciam.
O frigorífico Seara Alimentos, do grupo JBS/Friboi, de Osasco, município da Grande São Paulo, tinha setores especializados para implementar este tipo de adulteração. Porém, Osasco não era um caso isolado, pois se contratava profissionais especializados que tinham dois ou mais empregos no mesmo grupo, também não será necessário mentir, em quadros de avisos, de que não há acidentes com afastamento.
A partir de agora, esses patrões têm carta branca do governo golpista do fascista Jair Bolsonaro, eleito através da fraude, e da ministra da Agricultura Tereza Cristina, latifundiária, que os liberou para agirem, como já agiam, impunemente.
Se antes havia uma possibilidade, mesmo que remota, de não ficarem impunes, daqui pra frente isso está descartado.
Esta é apenas parte do pagamento aos patrões por financiarem o golpe no país, retirarem Dilma Rousseff da presidência da República, prenderem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O INSS, neste caso, é apenas um complemento ao ataque proferido ao conjunto dos trabalhadores, assim como a extinção da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Os capatazes e os feitores estão todos a postos para servirem aos senhores de engenho do século XXI.




