As mobilizações e greves operárias contra a proposta de “Reforma” da Previdência do neoliberal Macron continuam. Nesta sexta-feira (13), o país continua paralisado no nono dia de greve dos transportes públicos, que teve paralisação total em nove linhas do metrô e somente 50% dos ônibus circulando.
Desde a semana passada, os trabalhadores continuam em mobilizações de rua e greves contra os ataques do governo às aposentadorias, que extinguem os sistemas próprios de aposentadoria, aumentam a idade e instituem um sistema de pontos para se aposentar. Ferroviários, controladores aéreos, professores, médicos, policiais e servidores públicos e as centrais sindicais estão nas ruas e não aceitam as propostas do governo, que são uma forma de tentar cooptar politicamente as lideranças com pequenas concessões e, como consequência, desmobilizar a população.
A ideia do governo Macron é conseguir um acordo que permita algumas modificações na questão, até mesmo alguns recuos, mas que preserve o núcleo central da “reforma”. É o caso do que ocorreu na América Latina, onde as lideranças aceitaram acordos com os governos direitistas no Chile, Equador e Bolívia, que resultaram na traição do movimento e na continuidade da direita no poder após algumas concessões secundárias.
Na França, apesar de toda a pressão das direções burocráticas e conservadoras das organizações, a classe operária é muito poderosa e politicamente organizada e consegue mais facilmente romper o dique de contenção das direções conciliadoras e empurrá-las para a esquerda. Somente as massivas e violentas mobilizações de rua e as greves operárias conseguem impedir um acordo político com o regime político que dê um fim nas mobilizações.



