O imperialismo tem novos aliados em sua campanha golpista e de rapina contra a Venezuela, o povo venezuelano e o governo venezuelano. Trata-se do candidato da Frente Ampla à presidência do Uruguai, Daniel Martínez. Seguido pelo ex-presidente Pepe Mujica, que o apoia nas eleições. Os dois seguiram um comentário do atual ministro da Economia no governo de Tabaré Vázquez, Danilo Astori. Depois da divulgação de um tendencioso relatório da ONU sob o comando da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, Astori acusou a Venezuela de ser uma “ditadura”.
Assim, três figuras proeminentes da Frente Ampla saíram a público para afirmar que o governo venezuelano seria uma “ditadura”, por causa de um relatório que só ouviu os golpistas venezuelanos, sendo que 80% sequer estão na Venezuela agora. Uma farsa do imperialismo para intensificar a pressão contra o governo do presidente eleito Nicolás Maduro, que é difamado pelo imperialismo e seus órgãos de imprensa com a pecha de “ditador”, acusação reproduzida pela imprensa burguesa em todo o continente.
A Venezuela tem conseguido resistir por mais de uma década à onda de golpes patrocinada pelo imperialismo na região. Neste momento, tornou-se um pólo de resistência decisivo à dominação completa da região pelos EUA. O imperialismo está promovendo um cerco à Venezuela para derrubar o governo, incluindo uma política criminosa e genocida de embargo econômico. Fazer coro com a campanha imperialista é colocar-se ao lado do imperialismo e da submissão da América Latina aos interesses dos grandes capitalistas norte-americanos.
Isso talvez ajude a explicar porque não houve um golpe no Uruguai. A Frente Ampla está cedendo tanto à direita e ao imperialismo que o golpe até agora sequer foi necessário. Essa política conciliatória, porém, nunca termina bem. Quanto o maior o deslocamento à direita, mais a própria direita se fortalece, até que o poder caia no seu colo.




