Da redação – Nesta terça-feira (2), o atual primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, perdeu a maioria do Parlamento enquanto ele mesmo discursava sobre o Brexit em sessão para os deputados. Em um ato simbólico, o deputado Philip Lee, do Partido Conservador (partido de Johnson), levantou-se da bancada de seu partido, cruzou a sala e sentou-se ao lado dos liberais democratas, que se opõe à saída da Inglaterra da União Europeia.
Here you go: Tory MP Philip Lee literally crosses the floor, follows Lib Dem chief whip Alistair Carmichael and new MP Jane Dodds onto the LD benches, takes a seat next to party leader Jo Swinson pic.twitter.com/VbRPG3CTTB
— Alex Partridge ? (@alexpartridge87) September 3, 2019
A coalizão do governo, formada pelos conservadores e o partido irlandês DUP, tinha maioria de apenas uma cadeira no Parlamento – 320 contra 319 da oposição. Com a saída de Lee, a coalizão perdeu as 320 cadeiras e, portanto, a maioria no Parlamento. Com isso, fica clara a crise do imperialismo por conta do Brexit. Setores do próprio Partido Conservador estão contrários à saída do Reino Unido da União Europeia, fazendo com que um dos principais partidos do regime europeu não tenha unidade em suas ações. A crise do imperialismo inglês fica expresso na crise do Partido Conservador.
Com a perda da maioria, Boris Johnson fica com 319 cadeiras contra 320 e pode ser derrubado a qualquer momento, pois o Parlamento pode aprovar um voto de desconfiança contra ele, que levaria o país a uma crise ainda maior visto que os dois últimos primeiros-ministros conservadores, David Cameron e Theresa May, também caíram por conta do Brexit. Além disso, o futuro do cargo é instável, pois se Johnson perder e o Parlamento não conseguir aprovar um novo nome para o cargo em até 14 dias, eleições gerais serão chamadas automaticamente.
É uma possibilidade, pois quem tem chances de ganhar como primeiro-ministro da Inglaterra é a ala esquerda do regime, Jeremy Corbyn, que não tem apoio do centro imperialista.




