Segundo dados da análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Banco Itaú/Unibanco, nos últimos 12 meses, fechou, definitivamente, 3.259 postos de trabalho, ou seja, jogou no olho da rua milhares de trabalhadores bancários. Além disso, fechou 334 agências em todo o território nacional.
A categoria bancária, que mal teve a sua Campanha Salarial encerrada (a data-base da categoria é no mês de setembro), se depara com a notícia desses milhares de trabalhadores que foram jogados no olho da rua em apenas um ano.
Conforme matéria divulgada no site da Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), “ao final de setembro, o Itaú contava com 80.350 empregados no Brasil, uma redução de 3.259 trabalhadores, em relação ao mesmo período de 2025. No terceiro trimestre foram eliminados 307 postos de trabalho”. (Site Contraf/CUT, 05/11/2026)
Os banqueiros permanecem numa verdadeira cruzada reacionária contra os trabalhadores bancários através da política de demissão em massa, rebaixamento salarial, superexploração, etc. Esses mesmos banqueiros, sistematicamente, se utilizam do golpe de assumir o compromisso com as organizações dos trabalhadores em não demitir, mas é claro que os trabalhadores não podem dar nem um pingo de confiança aos patrões, pois, todos os anos são milhares de trabalhadores atingidos pela demissão, e o que se constata na verdade, é que não se vê, por parte dessas mesmas direções sindicais, deflagrar uma verdadeira luta. E tudo indica que a situação será ainda pior no próximo período.
Um dos mais graves problemas da categoria bancária são as demissões. Uma categoria que chegou a ter cerca de 800 mil trabalhadores, hoje conta com apenas um pouco mais de 430 mil.
O direito ao trabalho é o único que verdadeiramente pode-se reivindicar do capitalismo, ou seja, que a classe dominante, a burguesia, alimente os “escravos” de seus sistemas de exploração.
Para manter este único direito dado pelo capitalismo é necessário erguer uma vigorosa campanha pela estabilidade no emprego, contra a rotatividade de mão de obra imposta pelos banqueiros e o seu regime político.





