Antes de chegar à sala de aula, milhares de estudantes do Rio tiveram de enfrentar mais uma operação policial nesta quinta-feira (29). A Secretaria Municipal de Educação informou que 22 escolas tiveram sua rotina afetada: nove na Vila Vintém, nove na região de Light/Jardim Novo e quatro no Complexo da Serrinha. As unidades do Chapadão mantiveram as aulas presenciais, conforme os dados divulgados pelo Voz das Comunidades.
A PM entrou em localidades das zonas Norte e Oeste. Disse que procurava remover barricadas, recuperar veículos roubados e conter grupos armados. No Morro da Primavera, a ação produziu intenso tiroteio e levou ao fechamento temporário da Avenida Ministro Edgard Romero. Onze linhas de ônibus mudaram de itinerário; duas linhas do BRT Transcarioca circularam com intervalos irregulares. A polícia informou que um suspeito morreu.
A corporação enumera os objetivos de cada incursão. Os moradores recebem os efeitos: escolas afetadas, transporte interrompido e ruas onde não se pode circular durante os disparos. Essa rotina já apareceu em outras operações acompanhadas pelo DCO, com aulas suspensas, unidades de saúde prejudicadas e bairros inteiros submetidos ao movimento das tropas.
A repetição das ações desmente a ideia de que se trata de uma medida excepcional. É uma política permanente para as favelas. O PCO defende a dissolução da Polícia Militar e a organização da autodefesa dos trabalhadores, sob o controle das próprias comunidades. Enquanto a segurança for identificada com incursões armadas, o poder de decidir sobre a vida do bairro continuará fora das mãos de seus moradores.





