Driss Mrani afirma que dois policiais militares o espancaram dentro do posto de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás, na noite de 1º de outubro. O refugiado político e presidente do Movimento Progressista Marroquino apresentou denúncia ao Ministério Público contra os sargentos Xavier e Pinheiro. Segundo seu relato, recebeu golpes de barras de ferro e pedaços de madeira, foi algemado e teve água lançada sobre a cabeça.
Durante as agressões, diz Mrani, os policiais o chamaram de “terrorista”. Sua companheira, Karla Gregorine Melo, chegou ao local, viu-o algemado e tentou registrar a ação. Ela relata que foi intimidada e teve o telefone examinado pelos agentes. Mrani precisou ser levado de ambulância ao Hospital de Alto Paraíso.
A representação ao Ministério Público recebeu o número 202600602271. Na Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa, com Mrani identificado como vítima comunicante. Imagens das lesões foram apresentadas, segundo a denúncia. Há ainda a informação de que não foi localizado um boletim feito pelos próprios militares sobre a intervenção.
O Diário Causa Operária já havia publicado a denúncia no início do mês. A investigação deve estabelecer o que ocorreu no posto e a responsabilidade de cada policial. A posição do PCO sobre a corporação vai além deste caso: uma força militarizada que atua diariamente contra a população não deve ser preservada. O Partido defende a dissolução da Polícia Militar e o direito de autodefesa do povo.


