Na França, cinco organizações sindicais marcaram uma greve nacional para 5/11 contra os cortes previstos no orçamento de 2027 de Emmanuel Macron. Trabalhadores reivindicam aumento de salários e investimentos nos serviços públicos. A convocação ocorre durante as mobilizações de secundaristas e universitários, que enfrentam a polícia desde o fim de setembro. Há também atos anunciados para 24 e 31/10.
Os sindicatos italianos preparam duas paralisações nacionais: uma chamada pela União Sindical de Base para 30/10 e outra prevista para 20/11. Trabalhadores dos transportes e do serviço público e organizações estudantis discutem sua participação. Na Espanha, uma greve convocada para 11/11 reúne cobranças por reajustes e medidas contra o preço dos aluguéis. Os maquinistas da Renfe também anunciaram paralisação de 24 horas para 29/10.
Na Bélgica, organizações sindicais chamaram manifestação nacional em Bruxelas para 23/11 contra a austeridade e a perda de poder de compra. Em Portugal, a CGTP prepara um ato diante do Parlamento em 24/11, data prevista para a votação final do orçamento. Representantes estudantis de diversos países discutem ainda uma jornada internacional em 20/11.
Não se trata de uma greve única dirigida por uma organização europeia. São movimentos com reivindicações e calendários próprios. Sua aproximação nasce dos cortes nos serviços, dos salários que não acompanham os preços e das despesas crescentes com moradia e educação.
A greve francesa de 5/11 será uma prova dessa aproximação. Estudantes já ocuparam as ruas; sindicatos convocam trabalhadores de setores públicos e privados. As assembleias nas próximas semanas decidirão a extensão da paralisação.





