Milhares de pessoas marcharam em Nova Délhi nesta segunda-feira (12) contra a revisão das listas eleitorais indianas. Os manifestantes acusam as autoridades de excluir eleitores aptos a votar e exigem a saída de Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral. A polícia tentou conter as marchas com barreiras, detenções e restrições ao transporte.
Mais de 133 milhões de nomes foram removidos dos registros desde o ano passado, conforme levantamentos da imprensa citados pela Al Jazeera. Partidos de oposição afirmam que a revisão favorece o partido do primeiro-ministro Narendra Modi. A Comissão Eleitoral nega irregularidades e sustenta que retirou registros duplicados, fraudulentos ou de pessoas falecidas.
É justamente essa diferença que os protestos colocam à prova. Se há eleitores aptos entre os nomes excluídos, o procedimento deixa de ser uma simples correção de cadastro e interfere no resultado das eleições. A oposição cobra a revisão das exclusões e explicações sobre os critérios adotados.
As autoridades enviaram milhares de policiais ao centro da capital e fecharam estações de metrô. Durante o fim de semana, manifestantes e organizadores foram detidos. Jornalistas relataram ter sido levados pela polícia mesmo após apresentar suas credenciais. Apesar da operação, a marcha desta segunda-feira avançou em direção ao Supremo Tribunal.



