Driss Mrani, refugiado político no Brasil e presidente do Movimento Progressista Marroquino, informa que encaminhou denúncias formais à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia Militar de Goiás sobre as agressões sofridas na noite de 1º de outubro de 2026, no quartel da PM em São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás.
Os responsáveis seriam dois policiais militares identificados como sargentos Pinheiro e Xavier. Driss afirma ter sofrido chutes, golpes com barras de madeira ou metal, uso de algemas, jatos de água na cabeça e sofrer de xenofobia por ser Marroquino, Após o episódio, foi transportado de ambulância para atendimento hospitalar e voltou a procurar assistência médica em 3 de outubro, devido a dificuldades respiratórias.
O denunciante afirma possuir registro na policia civil de alto paraíso de Goiás, e documentação médica e psicológica relacionada ao ocorrido. Também acusa os policiais de terem intimidado sua namorada, Karla Gregorine Melo, tomado seu celular quando ela tentava gravar os acontecimentos e examinado o conteúdo do aparelho.
Segundo Driss, o caso foi comunicado também ao CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados), e o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), agência da Organização das Nações Unidas dedicada à proteção dos refugiados, e ele registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal contra os dois sargentos.
Entre as principais solicitações está a preservação urgente das gravações das câmeras de segurança do quartel e das vias públicas próximas, consideradas por ele importantes para esclarecer os fatos.
Driss Mrani pede que as autoridades competentes apurem as denúncias de forma imparcial.



