O Movimento Progressista Marroquino manifesta sua profunda solidariedade aos nove presos políticos saharauis ligados ao grupo de Gdeim Izik, atualmente encarcerados em prisões marroquinas, e expressa sua grave preocupação diante da greve de fome por tempo indeterminado iniciada em 23 de setembro de 2026.
Mohamed Bani, Abdallah Abbah, Mohamed Lamine Haddi, Bachir Khadda, Sidi El Bachir Boutanguiza, Ahmed Sbai, Naâma Asfari, El Hassan Azaoui e Hassan Dah encontram-se privados de liberdade há aproximadamente 16 anos, nas prisões de Ait Melloul 2, Tiflet 2 e Kenitra Central.
Segundo as informações apresentadas pela Liga para a Proteção dos Presos Saharauis (LPPS), os nove presos iniciaram a greve de fome para exigir seu reagrupamento em uma única prisão e sua transferência para centros de detenção no Saara Ocidental, próximos de suas famílias, reivindicações que os organizadores relacionam ao Direito Internacional Humanitário e à IV Convenção de Genebra.
O movimento progresista Marroquino também manifesta preocupação com os relatos de que, desde o início da greve de fome, os presos estariam submetidos a isolamento e restrições de comunicação com suas famílias, além das condições de encarceramento denunciadas por organizações de defesa dos presos saharauis.
Denunciamos os relatos de tortura física e psicológica, confinamento prolongado em celas disciplinares, falta de atendimento médico adequado e outras violações dos direitos fundamentais dos presos saharauis. Essas denúncias devem ser objeto de investigação independente e de mecanismos internacionais de acompanhamento.
A situação é particularmente grave diante do caráter indeterminado da greve de fome, que pode colocar em risco a saúde e a vida dos participantes. Entre suas reivindicações estão também o cumprimento das decisões e recomendações dos mecanismos das Nações Unidas relacionados aos seus casos, o respeito aos seus direitos enquanto pessoas privadas de liberdade, o acesso adequado à assistência médica e a possibilidade de permanecerem em locais de detenção próximos de suas famílias.
O Movimento Progressista Marroquino chama a atenção das organizações internacionais de direitos humanos, das Nações Unidas, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e das organizações humanitárias para a necessidade de acompanhar de maneira independente a situação desses presos e garantir sua integridade física e psicológica.
Defendemos que organismos humanitários internacionais tenham acesso aos locais de detenção, a fim de verificar de forma independente as condições de encarceramento e o estado de saúde dos grevistas.
O movimento progresista Marroquino manifesta sua solidariedade ativa aos nove presos políticos saharauis e às suas famílias e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, das liberdades fundamentais e do direito de todos os presos políticos a condições de detenção dignas, assistência médica e respeito às normas internacionais aplicáveis.
Movimento Progressista Marroquino
Brasília, 29 de setembro de 2026





