A Praça dos Três Poderes foi fechada nesta terça-feira (15) durante a sessão do Supremo Tribunal Federal que analisa o material da Polícia Federal envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Atos políticos de qualquer posição foram proibidos na praça. Os grupos que pretendiam se manifestar só poderiam avançar até uma área anterior ao Congresso Nacional.
A Polícia Militar colocou drones e câmeras para vigiar a região. Também houve reforço de policiamento na Rodoviária do Plano Piloto, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária Interestadual.
As restrições chegaram ao interior do STF. Advogados, jornalistas, assessores e funcionários passaram por detectores de metal e equipamentos de raio X.
O acesso ao plenário ficou condicionado à autorização do cerimonial. Os celulares dos presentes foram colocados em sacos lacrados antes do início da sessão.
Também foram proibidas manifestações dentro do plenário.
Todo esse aparato foi montado para uma sessão em que os próprios integrantes do Supremo decidem o destino de uma apuração que alcança um ministro da Corte.
O relatório da Polícia Federal reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Alexandre de Moraes.
Edson Fachin convocou a sessão depois da divulgação do material.
A Procuradoria-Geral da República pediu a anulação de medidas determinadas por André Mendonça. A PGR sustenta que o ministro não poderia ter ordenado uma apuração sobre Moraes sem provocação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.
O plenário decidirá se a investigação contra Moraes será aberta ou arquivada.


