O King’s College London retirou a suspensão imposta ao estudante egípcio Usama Ghanem por sua participação em atividades em defesa da Palestina.
A decisão veio depois de aproximadamente um ano de campanha pública e jurídica contra a punição aplicada pela universidade.
“Enfrentamos uma instituição de 200 anos e vencemos”, declarou Ghanem.
O estudante afirmou que a vitória pertence também aos outros alunos punidos por participar das mobilizações contra a guerra de “Israel” em Gaza. Ele mencionou 25 estudantes que colocaram seus diplomas em risco ao enfrentar as medidas disciplinares.
A situação de Ghanem era particularmente grave porque seu direito de permanecer no Reino Unido estava ligado aos estudos. Antes de chegar ao país, ele havia sido preso no Egito ao lado do pai e do irmão por oposição ao governo em 2020.
Sua suspensão poderia, portanto, abrir caminho para uma deportação ao Egito, onde sua defesa afirmava existir risco de nova perseguição.
Desde 2023, universidades britânicas têm punido estudantes envolvidos em acampamentos, protestos e campanhas pela Palestina. O King’s College London foi apontado em levantamento anterior como a instituição britânica que mais aplicou medidas disciplinares relacionadas a esse movimento.
O recuo da universidade foi obtido depois de meses de mobilização contra a tentativa de transformar a defesa da Palestina em motivo para expulsões e suspensões.



