Lourdes Francisco, candidata do Partido da Causa Operária (PCO) a deputada federal por Minas Gerais, denunciou neste sábado (5), durante o lançamento das candidaturas do Partido em Belo Horizonte, as tentativas de intimidação contra o PCO e afirmou que a ofensiva da Polícia Federal não fará o Partido abandonar suas posições políticas.
A candidata se referiu à operação realizada pela PF na residência de Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO e candidato à Presidência da República. Para Lourdes, a ação faz parte de uma tentativa de intimidar o Partido por suas posições em defesa da Palestina, do Irã e dos interesses do povo brasileiro.
“Essa PF que foi à casa do Rui tentando nos intimidar porque a gente defende a Palestina, defende o Irã e defende principalmente o povo brasileiro não vai conseguir nos intimidar e muito menos nos calar. Ninguém vai abaixar a nossa bandeira nem calar a nossa voz.”
Lourdes também relacionou a perseguição ao PCO às dificuldades impostas à atividade eleitoral do Partido, principalmente a falta de recursos e o bloqueio nos grandes meios de comunicação. No início de sua intervenção, agradeceu aos apoiadores que contribuem para a campanha financeira e destacou a importância desse trabalho para uma organização que enfrenta dificuldades permanentes de financiamento.
“Eu me comunico com uma grande quantidade de vocês na campanha financeira do partido. Eu não tenho vergonha de fazer isso, é necessário, porque nós sempre temos o problema da verba. Somos sempre os últimos e, do jeito que as coisas estão acontecendo, às vezes a gente corre o risco de nem receber [o fundo eleitoral].”
A candidata afirmou ainda que o Partido vem denunciando há anos o avanço das medidas de perseguição política e que as tentativas de silenciamento continuam também por meio da exclusão do PCO dos principais veículos de comunicação.
“O PCO foi o primeiro a denunciar todas essas coisas; já contava com os fatos que vinham acontecendo e que iam desembocar nesse turbilhão de maldades que está por aí. Então eu falo com vocês mais uma vez: eles tentaram nos intimidar e ainda estão tentando, principalmente ao não nos dar voz nos meios de comunicação. Mas nós não nos calaremos.”



