Parte da esquerda quer continuar defendendo o ministro Alexandre de Moraes, apesar da situação insustentável em que ele se colocou. Do ponto de vista político, a família do ministro receber mais de 200 milhões de um banqueiro pego em fraudes bilionárias, é incompatível com qualquer cargo público, que dirá de uma pessoa com o poder arbitrário e ilegal exercido por Alexandre de Moraes.
Fazem isso, os mais astutos, por cálculo eleitoral, outros por acreditar nos mitos criados em torno do juiz como “defensor da democracia”. Ambos estão errados e comprometem toda a esquerda nacional. Jogam água no moinho da direita.
A burguesia, que é politicamente consciente, entende que não é possível salvar Moraes e uma peça central do atual regime político, que é o STF, ao mesmo tempo.
As atitudes desesperadas do careca somente farão agravar a crise.
Que a aliança com o STF para “combater o fascismo” foi uma política grotescamente errada, todo mundo já se deu conta. Quer dizer, há gente que não aprende nunca, mesmo quando a realidade os atinge no nariz.
A questão do momento é definir uma política correta diante da crise do regime, ou seja, uma política segundo os interesses dos trabalhadores e do povo. O regime da chamada Nova República está exaurido. A podridão e o mau cheiro são um sintoma e não a causa.
O PT nunca questionou as bases do atual regime político. O chamado “pragmatismo” consiste em jogar o jogo fraudado sem nunca questionar as regras. Esta política chegou a um beco sem saída. A atual crise é um dos resultados mais expressivos.
Para o judiciário é necessário exigir uma ampla reforma e, de conjunto, a situação aponta para uma completa reorganização constitucional. É preciso largar a mão dos corruptos, ou seja, romper a aliança com a burguesia e chamar o povo a decidir o seu destino. Não há meias medidas, a crise nacional exige uma solução radical, ou seja, revolucionária.





