A Polícia Militar prendeu na quinta-feira, 13 de agosto, um manifestante acusado de participar da pichação do muro da embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O ato foi reivindicado pela juventude do MST e pelo Levante Popular da Juventude, que escreveram no prédio da Asa Sul a frase “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”, em português e em inglês, para denunciar o papel norte-americano nas guerras em curso. O companheiro preso foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia. A embaixada classificou o ato como inaceitável e informou, em nota, que está trabalhando com as autoridades locais – leia-se: orientando seus capachos a punirem o mais fortemente possível o cidadão brasileiro.
A prisão é política e foi determinada exclusivamente pelo alvo do protesto. Basta imaginar a mesma pichação no muro da embaixada do Irã ou da representação palestina para saber que nenhuma viatura seria acionada e que nenhum manifestante estaria hoje respondendo a uma delegacia. A PM agiu com pressa porque o prédio atingido pertence à potência que manda na corporação.
A Polícia Militar é um órgão repressivo do Estado burguês. Num País atrasado e dominado pelo imperialismo, esse aparelho defende sobretudo os interesses do imperialismo, em especial da principal potência estrangeira que o submete. O brasileiro que protesta contra a opressão sofrida pela sua nação vai preso pela polícia dessa mesma nação. A instituição que teoricamente existe para dar segurança à população trabalha como força auxiliar da embaixada norte-americana em território nacional.
A história da PM está permeada pela influência dos Estados Unidos, que financiaram e assessoraram as polícias latino-americanas ao longo da segunda metade do século 20 e exportaram a doutrina de segurança nacional que as treinou como um eficiente instrumento de guerra contra os trabalhadores. Boa parte dos métodos de repressão empregados no Brasil durante a ditadura militar chegou por esse caminho, e a estrutura militarizada que os aplicou continua de pé.
A Polícia Federal mantém estreitas relações de submissão ao FBI, à CIA, à DEA e ao Mossad, operando com informações e diretrizes fornecidas por agências estrangeiras. Por isso este Diário a apelidou de “Polícia Filial”.
O aparelho repressivo brasileiro está subordinado ao imperialismo de alto a baixo, o que explica a rapidez com que se move quando o patrimônio ofendido pertence a Washington, enquanto extermina moradores de periferia todos os dias sem que ninguém seja responsabilizado. Uma corporação formada e treinada para cumprir essa função precisa ser extinta, e essa é uma tarefa que caberá aos trabalhadores brasileiros.
Além disso, exigimos liberdade imediata do companheiro preso político pela PM a mando dos seus amos norte-americanos!





