Gianni Infantino chega à disputa pela presidência da FIFA em 2027 enfrentando uma rebelião de metade das confederações continentais do futebol mundial.
UEFA, Confederação Asiática de Futebol (AFC) e Concacaf romperam publicamente com a direção da entidade depois da tentativa de vender a investidores privados uma participação nos negócios comerciais relacionados à Copa do Mundo.
As três organizações acusaram a direção da FIFA de quebra de confiança e exigiram uma investigação independente sobre a condução do projeto.
A crise atinge Infantino poucos meses antes do prazo para apresentação das candidaturas à eleição, previsto para novembro.
O caso asiático é particularmente importante. A AFC havia apoiado sua permanência no cargo e agora integra o bloco que confronta a direção da FIFA.
O dirigente da Federação Jordaniana, Ali bin Al Hussein, também acusou Infantino de chantagem. Segundo ele, questões financeiras pendentes com a Jordânia foram relacionadas informalmente ao apoio ao atual presidente da FIFA. A entidade não respondeu publicamente à acusação.
Ainda assim, Infantino possui espaço para sobreviver eleitoralmente.
A eleição da FIFA não é decidida pelas seis confederações, mas pelas 211 associações nacionais, cada uma com direito a um voto. Isso permite ao presidente negociar apoio diretamente com federações menores mesmo quando enfrenta oposição das direções continentais.
Associações árabes já anunciaram apoio a Infantino, enquanto a Confederação Africana mantém sua posição favorável à reeleição.
A eleição ocorrerá em março de 2027, no Marrocos. Até lá, a luta interna deve ocorrer federação por federação.
Infantino pode até reunir votos suficientes para permanecer no cargo. Outra coisa é dirigir uma FIFA em que três das seis confederações afirmam publicamente não confiar mais em sua direção.





