Na quarta-feira (12), o Banco do Brasil divulgou o seu resultado referente ao primeiro semestre de 2026 e, mais uma vez, o seu lucro despencou devido ao calote dado pelos latifundiários, apelidado “carinhosamente” pela burguesia de agronegócio.
O Banco do Brasil, neste primeiro semestre, apresentou um lucro líquido de R$ 7,3 bilhões, com queda de 34,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo obtendo uma pequena alta de 3,3% no segundo trimestre, o banco acompanhou a queda na taxa do seu lucro do primeiro trimestre, que chegou a 53,5%, cujo principal fator foi o calote dado pelos latifundiários.
A inadimplência dos latifundiários deu um salto, passando de 3,11% para 6,27% e, com isso, a rubrica de despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) subiu 16,1% em um ano, ultrapassando a cifra de R$ 18,4 bilhões.
Esses números, apresentados pela direção do BB, são uma prova viva do que denunciamos neste Diário: a negativa do banco em apresentar uma proposta de reajuste salarial nas mesas de negociações com os representantes dos trabalhadores na Campanha Salarial 2026 é puro charlatanismo.
Nas negociações, a direção do banco alega que, se der o reajuste pleiteado pelos trabalhadores, de 5% de “ganho real”, o banco provavelmente teria de decretar a sua falência. Mas a realidade é totalmente diferente. Quem está levando o banco à bancarrota são os latifundiários, com um calote bilionário no BB de mais de R$ 19 bilhões. Mesmo sofrendo com a inadimplência dos latifundiários, a carteira de crédito do setor só aumenta, alcançando a fabulosa cifra de R$ 421,6 bilhões no fim do segundo trimestre de 2026, crescimento de 4,1% em 12 meses.
Os dados parciais apresentados pelo Banco do Brasil mostram claramente que o regime de rapina dos grandes capitalistas está operando de dentro da empresa, sugando todos os recursos de uma instituição que é do povo brasileiro e, consequentemente, agravando as já deterioradas condições de vida da população e dos trabalhadores bancários do Banco do Brasil, para garantir o parasitismo de meia dúzia de latifundiários, cada vez mais dependentes da apropriação em larga escala dos recursos de uma empresa pública para garantirem os seus lucros e suas benesses.





