A Petrobrás voltou a adiar a conclusão da perfuração do poço Morpho, na Margem Equatorial brasileira. O encerramento dos trabalhos, previsto anteriormente para 7 de agosto, deverá ocorrer somente no fim do mês.
O poço está localizado no bloco 59, a aproximadamente 160 quilômetros da costa de Oiapoque, no Amapá. A perfuração é exploratória e serve para verificar se há petróleo em quantidade comercial. Não significa, portanto, o início imediato da produção.
A imprensa burguesa costuma chamar a região de “Foz do Amazonas”, expressão que dá a impressão de que a perfuração ocorre junto à desembocadura do rio. O ponto está a centenas de quilômetros da foz, aproximadamente a mesma distância existente entre Brasília e São Paulo. A designação correta é Margem Equatorial.
Os trabalhos começaram em outubro de 2025. Em janeiro, um vazamento de fluido interrompeu a operação durante cerca de um mês. A Petrobrás recebeu uma multa de R$2,5 milhões do Ibama e retomou a perfuração em fevereiro.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o poço exige cuidados adicionais por estar em uma nova fronteira petrolífera e sofrer a ação de fortes correntes marítimas.
A exploração da Margem Equatorial enfrenta há anos uma campanha para impedir que o Brasil conheça e utilize suas próprias reservas. Essa pressão favorece as grandes companhias estrangeiras, interessadas no petróleo brasileiro e no enfraquecimento da Petrobrás.


