Técnicos-administrativos em educação cobraram a implantação do novo Serviço de Atendimento à Saúde da Comunidade Universitária, em atividade na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na sexta-feira (26). O ato começou por volta das 13h no hall da Reitoria, em Florianópolis, enquanto uma representante da categoria levou a cobrança à sessão do Conselho Universitário, realizada na Sala dos Conselhos.
A mobilização foi organizada em defesa da reativação do serviço de saúde, conhecido pela sigla SASC. Técnicos da área da saúde que participam da greve realizaram atividades de promoção à saúde, como aferição de pressão arterial e medição de glicemia. A ação mostrou a importância que o atendimento tem para os que trabalham dentro da universidade e, ao mesmo tempo, pressionou a gestão a apresentar prazo concreto.
Durante a abertura da sessão do Conselho Universitário (CUn), a enfermeira Matrede Oliveira Vieira da Silva, da Superintendência de Atenção à Saúde, falou em nome dos técnicos-administrativos em educação (TAEs) em greve. Ela lembrou que o antigo serviço foi extinto após a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, atual HU Brasil, assumir a gestão do Hospital Universitário. A categoria afirma que a comunidade universitária ficou sem esse tipo de atendimento.
A reativação do SASC foi uma das principais reivindicações da greve de 2024 e entrou na pauta local de negociações. A enfermeira questionou a gestão sobre a efetivação do compromisso assumido naquele momento e perguntou quando o serviço estará disponível para a comunidade universitária. A cobrança ocorre porque não há atendimento de saúde regular ao público interno.
O reitor Irineu Manoel de Souza, em aparente concessão à greve, respondeu que, após a assinatura do acordo de greve, foi instituída uma comissão responsável pelo processo e criada a Superintendência de Atenção à Saúde. Segundo ele, a estrutura formal do novo setor já foi aprovada pela universidade. O reitor também afirmou que foi realizado concurso público na área da saúde para alocar servidores na unidade.
Apesar disso, a gestão não apresentou uma data definitiva para a abertura. Souza afirmou que o serviço deve ser implementado “nos próximos dias” ou “nos próximos meses”, ao menos com o número mínimo de servidores necessário para iniciar as atividades. Disse ainda que a etapa mais difícil foi a formalização do setor e que agora é preciso equipar o espaço e concluir a lotação dos técnicos, mas a falta de prazos para se ter o hospital em funcionamento deve manter o reitor sob desconfiança dos trabalhadores.
A reitoria afirmou ainda que a convocação dos novos servidores da área da saúde deve ocorrer nos próximos 30 dias. Para os TAEs, a resposta mostra que a pressão da greve segue necessária, já que a aprovação formal existe, mas o atendimento ainda depende de equipe, equipamentos e um movimento efetivo da administração para sair do papel.





