A Neoenergia Coelba, companhia privatizada de luz, deixou sem energia os bairros de Pernambués e Rio Vermelho, na noite de quinta-feira (25), após chuvas atingirem Salvador. O retorno da luz ocorreu somente no dia seguinte. Às 14h, a distribuidora afirmou que o serviço nos bairros atingidos já havia retornado à normalidade ainda durante a manhã.
O episódio atingiu áreas populosas da cidade e voltou a expor a falta de prevenção da concessionária para interrupções diante de eventos previsíveis como a chuva. Apagões afetam casas, comércios, equipamentos domésticos, alimentação, comunicação e a rotina de trabalhadores que dependem de energia para atividades básicas.
Diante desse tipo de situação, a concessionária tem o dever de criar sistemas de prevenção, seja reforçando as linhas já existentes, criando proteções ou sistemas de abastecimento alternativos. Ao menos um plano para evitar a repetição do ocorrido deveria ter sido apresentado. Nada disso ocorreu.
O serviço meteorologico registrou chuva na noite de sábado (27), às 23h, e novos registros na madrugada/manhã de domingo (28), com chuva entre 2h20 e 3h20, além de chuva fraca/chuviscos por volta de 6h30 a 7h06. Depois disso, o tempo ficou mais estável, com nuvens dispersas ou céu parcialmente nublado no restante da manhã e começo da tarde.
A informação divulgada pela empresa de que o fornecimento havia sido normalizado ainda pela manhã evidencia o transtorno relatado pelos moradores, que ficaram a noite e parte da manhã inteiras sem energia. Uma chuva fraca ou moderada, somada a ventos de 40 a 60 km/h, foi suficiente para expor a vulnerabilidade da rede elétrica em bairros populosos da capital. A falta de luz, mesmo por algumas horas, pode comprometer também os semáforos e a infraestrutura urbana.
A concessionária afirmou que não havia outras ocorrências registradas na cidade naquele momento. Porém, como não há investimento, a população corre o risco de novos apagões, o que mostra que as privatizações são apenas maneiras que os capitalistas encontraram de rapinar o bolso do trabalhador.



