Corrupção, como sempre, é o mote:
“Foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro”. BBC, 22/11/2025 (fonte). Não só Jair Bolsonaro foi preso; outros políticos também passaram por tal processo.
Memes, vazamentos, fotos e fake news: vale tudo na arena das eleições.
Alguns fatos históricos demonstram que o sistema econômico e político mundial sempre exerceu uma fagocitose necessária para manter o status quo dos dominadores, de forma programada secularmente.
Através do voto, como passaporte de poder e acumulação, o Homem moderno usa e abusa do mesmo clichê eleitoral: acabar com a pobreza.
Até a historiografia nos apresenta a pobreza de maneira determinista: durante séculos, a pobreza era considerada uma “vontade divina” ou um castigo natural. O pobre era visto apenas como um coadjuvante passivo, alvo de caridade, e não como um agente histórico de transformação.
Porém, o marxismo brindou a sociedade com a explicação correta a respeito do papel desempenhado pelo pobre na sociedade: explorado.
E de governança em governança, seja ela de império, tirania, poliarquia ou democracia, nós, o povo, sentimos os pseudópodes do sistema nos capturando e aprisionando no vacúolo digestivo do sistema, como ocorre no processo da nutrição intracelular.
Ao final do processo de fagocitose, o que não é aproveitado pela célula sistêmica é expelido através da clasmocitose — para o meio externo biológico —, isso é similar ao que Marx explicava: o capitalismo precisa de uma massa de trabalhadores vulneráveis. A constante ameaça do desemprego e da pobreza força o trabalhador a aceitar salários menores e condições precárias para não morrer de fome. Dessa forma, a miséria de uns é condição fundamental para a acumulação de capital e o enriquecimento de outros.



